Guarda Revolucionária Islâmica diz ter forçado retirada dos EUA no Estreito de Ormuz
- www.jornalclandestino.org

- 20 de abr.
- 2 min de leitura
O Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica do Irã anunciou a retirada forçada de forças estadunidenses do Estreito de Ormuz em 20 de abril de 2026. A ação ocorreu após militares dos Estados Unidos atacarem o navio porta-contêineres iraniano “Tuska” no Golfo de Omã. Segundo autoridades iranianas, o navio teve seu sistema de navegação desativado após a abordagem. O episódio elevou a tensão em uma das rotas energéticas mais estratégicas do planeta. O Irã classificou a operação como “pirataria marítima armada” e prometeu resposta.

De acordo com informações do Quartel-General Central de Khatam al-Anbyia, forças estadunidenses desembarcaram fuzileiros navais no convés do “Tuska”, embarcação que seguia da China para o Irã. Durante a operação, o sistema de navegação do navio foi desativado, comprometendo sua operação. Em resposta, unidades navais do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica foram mobilizadas e intervieram rapidamente, forçando a retirada das forças estrangeiras da área. A rede PressTV afirmou que “as forças dos EUA foram forçadas a se retirar e deixar a área após a presença oportuna e a rápida resposta” iraniana.
No mesmo domingo, forças navais iranianas também intervieram diretamente na circulação marítima ao repelirem dois petroleiros que tentavam atravessar o Estreito de Ormuz sob bandeiras de Botswana e Angola. As embarcações foram obrigadas a alterar sua rota após a ação iraniana, evidenciando o controle operacional exercido por Teerã sobre a via estratégica. Paralelamente, a empresa Tanker Trackers informou, com base em imagens de satélite, que um superpetroleiro iraniano conseguiu atravessar o bloqueio naval e entrar em águas territoriais do país.
O Estreito de Ormuz permanece como um dos principais pontos de estrangulamento do sistema energético global, responsável pela passagem de uma parcela significativa do petróleo comercializado internacionalmente. A escalada recente expõe o impacto direto da presença militar estadunidense na região e a resposta iraniana baseada em controle territorial e capacidade naval.
Na sexta-feira (13) anterior, o Irã havia anunciado a reabertura total do Estreito de Ormuz para navios comerciais, indicando disposição para estabilizar o fluxo marítimo. No entanto, após novos episódios envolvendo forças estadunidenses, autoridades iranianas restabeleceram medidas rígidas de controle sobre a passagem, afirmando que a gestão da rota está sob “controle inteligente” do país e condicionada ao respeito à sua soberania.



































