após centenas de mortos no Líbano, o Hezbollah ataca assentamento no norte dos territórios ocupados
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O movimento libanês Hezbollah lançou foguetes contra o assentamento de Manara, no norte dos territórios ocupados, em 9 de abril de 2026. A ação foi apresentada como resposta direta a violações do cessar-fogo por parte de Israel. O ataque ocorre após bombardeios israelenses que deixaram ao menos 254 mortos e 1.150 feridos no Líbano, segundo o Ministério da Saúde libanês.

Em comunicado divulgado na quinta-feira, 9 de abril, o Hezbollah afirmou ter realizado o ataque contra o assentamento de Manara como medida de defesa nacional. O texto declara que a ação ocorreu em defesa do Líbano e de seu povo, em resposta à violação do acordo de cessar-fogo pelo inimigo, e após a resistência ter aderido ao cessar-fogo enquanto o inimigo não o fez. A organização acrescentou que essa resposta continuará até que a agressão israelense-estadunidense contra o país e seu povo cesse.
Os bombardeios israelenses que antecederam o ataque atingiram diversas regiões do Líbano, incluindo a capital Beirute. Um primeiro balanço divulgado pelo Ministério da Saúde do país apontava 182 mortos e 890 feridos. Posteriormente, os números foram atualizados para 254 mortos e 1.150 feridos, indicando a intensificação do impacto das ofensivas sobre áreas urbanas densamente povoadas.
Segundo informações divulgadas pela agência Tasnim, Israel acumula múltiplas violações do acordo de cessar-fogo firmado em 2024 com o Hezbollah. O pacto previa a interrupção da escalada militar contra o território libanês, após uma fase anterior de confrontos que já havia resultado em milhares de mortes. As ações recentes indicam a continuidade das operações militares apesar dos compromissos assumidos formalmente.
Na quarta-feira anterior, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou um acordo para uma trégua de duas semanas nos ataques contra o Irã. Trump declarou que uma proposta de 10 pontos apresentada pela República Islâmica constitui uma base viável para negociação e a principal estrutura para essas conversas. O plano iraniano enfatiza a necessidade de cessação das agressões em toda a região, incluindo o Líbano, condicionando a suspensão de suas ações defensivas ao fim das operações militares conduzidas por seus adversários.
O Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica informou que o Irã prepara uma resposta classificada como lamentável diante da continuidade dos ataques israelenses ao Líbano. A organização também declarou que qualquer ação militar contra o Hezbollah será considerada, na prática, um ataque direto à República Islâmica, ampliando o risco de expansão do confronto para além das fronteiras libanesas.



































