Irã rejeita acusações “infundadas” e novas sanções do Reino Unido
- www.jornalclandestino.org

- há 10 horas
- 3 min de leitura
A embaixada iraniana em Londres rejeitou em 15 de maio as novas sanções impostas pelo Reino Unido e classificou as acusações britânicas como “infundadas” e “politicamente motivadas”. O governo britânico anunciou congelamento de bens, restrições de viagem e bloqueios financeiros contra indivíduos e organizações supostamente ligados ao Irã. A crise diplomática ocorre enquanto Teerã mantém o fechamento do Estreito de Ormuz após ataques conjuntos dos regimes estadunidense e israelense iniciados em 28 de fevereiro.

O comunicado iraniano foi divulgado após a ministra das Relações Exteriores do Reino Unido, Yvette Cooper, anunciar novas sanções contra entidades e pessoas acusadas por Londres de participação em “atividades hostis apoiadas pelo Irã” contra interesses britânicos e aliados europeus.
As medidas incluem congelamento de ativos financeiros, proibição de entrada no território britânico e impedimento para ocupação de cargos empresariais e administrativos. O governo britânico afirmou que as sanções integram uma coordenação política conduzida em conjunto com governos europeus.
A embaixada iraniana em Londres respondeu afirmando que as acusações não possuem provas verificáveis. “Essas acusações são completamente infundadas e não são sustentadas por nenhuma evidência crível. Elas parecem ser alegações com motivação política, destinadas a aumentar as tensões e justificar políticas hostis contra a República Islâmica do Irã”, declarou a representação diplomática.
O governo iraniano também rejeitou tentativas de autoridades britânicas de relacionar incidentes internos ocorridos no Reino Unido ao Irã. Segundo o comunicado, Londres não apresentou provas por vias diplomáticas ou mecanismos jurídicos internacionais.
“Acusações tão irresponsáveis correm o risco de minar as normas diplomáticas e prejudicar as relações bilaterais”, afirmou a embaixada iraniana.
Teerã declarou ainda que o Irã permanece entre os países atingidos por operações terroristas e ações armadas organizadas nas últimas décadas. O comunicado acusou governos ocidentais de permitirem atuação de grupos separatistas e organizações extremistas em seus territórios.
A missão diplomática iraniana criticou o que chamou de “abordagens seletivas e politizadas” relacionadas ao combate ao terrorismo e afirmou que essas práticas reforçam “padrões duplos” utilizados por governos ocidentais em disputas internacionais.
O comunicado também exigiu que Londres suspenda as novas sanções e abandone “medidas coercitivas unilaterais”. A embaixada pediu que o Reino Unido respeite o direito internacional e conduza relações diplomáticas “com base no respeito mútuo e na igualdade soberana”.
Ao justificar as sanções, Yvette Cooper afirmou que o pacote “visa diretamente organizações e indivíduos que ameaçam a segurança nas ruas do Reino Unido e a estabilidade no Oriente Médio”. A ministra britânica declarou que Londres não tolerará “grupos criminosos apoiados por setores do regime iraniano”.
A nova rodada de sanções ocorre em meio à escalada militar envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel após o início da ofensiva militar lançada contra o território iraniano em 28 de fevereiro. Desde então, Teerã realizou ataques retaliatórios contra alvos israelenses e bases militares estadunidenses instaladas em países da região.
As operações iranianas ocorreram após bombardeios conduzidos pelos regimes estadunidense e israelense contra instalações civis, militares e científicas iranianas. Em resposta, o Irã anunciou o fechamento do Estreito de Ormuz para países envolvidos na ofensiva e seus aliados.
As autoridades iranianas endureceram controles marítimos após o presidente estadunidense Donald Trump anunciar medidas de bloqueio direcionadas contra portos e embarcações iranianas. Teerã afirma que as ações violam acordos relacionados ao cessar-fogo negociado pelo Paquistão e implementado em 8 de abril.
Segundo o governo iraniano, Washington prorrogou unilateralmente medidas de pressão econômica e naval após o acordo. A República Islâmica afirma que o Estreito de Ormuz permanecerá fechado enquanto o bloqueio marítimo continuar em vigor e enquanto não houver encerramento definitivo das operações militares.
O fechamento do estreito afeta uma rota responsável pelo transporte de aproximadamente um quinto do petróleo e gás comercializados no planeta. Relatórios citados pela HispanTV apontam que interrupções na região provocaram retirada de cerca de 1 bilhão de barris de petróleo do mercado internacional.
A declaração da embaixada iraniana foi publicada pela HispanTV em 15 de maio de 2026.



































