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Israel responde ao New York Times sobre as violações contra prisioneiros palestinos

O Ministério das Relações Exteriores de Israel atacou o jornal The New York Times após a publicação de uma reportagem sobre denúncias de violência sexual contra prisioneiros palestinos. O texto do jornalista Nicholas Kristof reuniu relatos de palestinos que acusam soldados israelenses, colonos, agentes do Shin Bet e guardas prisionais de cometer abusos sexuais durante detenções e interrogatórios. A reação israelense ocorreu em meio ao aumento das denúncias internacionais sobre crimes cometidos contra palestinos na Cisjordânia ocupada e durante o genocídio em Gaza.


Prisioneiros palestinos sequestrados por Israel | ARQUIVO
Prisioneiros palestinos sequestrados por Israel | ARQUIVO

Em nota oficial, o governo israelense afirmou que o New York Times publicou “uma das piores invenções antissemitas já vistas no jornalismo moderno”. O Ministério das Relações Exteriores acusou o jornalista Nicholas Kristof de inverter responsabilidades ao abordar denúncias de violência sexual praticadas por agentes israelenses contra palestinos.


“Em uma distorção incompreensível da realidade e por meio de um fluxo interminável de mentiras infundadas, o propagandista Nicholas Kristof transforma a vítima em acusado”, declarou o ministério israelense.

O governo israelense também afirmou que a reportagem faz parte de uma campanha internacional para pressionar organismos multilaterais a incluir Israel em listas de violações de direitos humanos mantidas pela Organização das Nações Unidas.


“Esta publicação não é uma coincidência, mas sim parte de uma campanha anti-Israel cuidadosamente orquestrada e desonesta, com o objetivo de incluir Israel na lista negra do Secretário-Geral da ONU”, afirmou a nota.

A declaração oficial buscou associar as denúncias apresentadas no artigo aos ataques ocorridos em 7 de outubro de 2023. O governo israelense afirmou que mulheres israelenses foram vítimas de violência sexual durante a operação conduzida por grupos palestinos e acusou o jornal de ignorar esses episódios ao abordar denúncias contra agentes israelenses.


O artigo publicado no New York Times foi escrito pelo jornalista estadunidense Nicholas Kristof, que cobre acontecimentos na Cisjordânia ocupada. No texto, Kristof afirmou que a condenação de estupros e abusos sexuais não pode depender de alinhamentos políticos nem ser utilizada apenas contra inimigos geopolíticos.


O jornalista lembrou que autoridades estadunidenses e israelenses, entre elas o presidente dos Estados Unidos Donald Trump, Joe Biden e o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, denunciaram publicamente os ataques sexuais atribuídos a grupos palestinos em 7 de outubro de 2023.


Segundo Kristof, as mesmas lideranças ignoram denúncias envolvendo violência sexual praticada contra palestinos por integrantes do aparato militar e prisional israelense. O jornalista relatou ter entrevistado palestinos que descreveram abusos cometidos durante prisões, interrogatórios e detenções conduzidas por forças israelenses.


O texto afirma que os relatos envolvem soldados israelenses, colonos armados, agentes do Shin Bet e guardas penitenciários. As entrevistas foram descritas pelo jornalista como “angustiantes”.


Kristof escreveu que não existem evidências de ordens diretas da liderança israelense para a prática de estupros. O jornalista, porém, afirmou que relatórios das Nações Unidas e de organizações de direitos humanos identificaram violência sexual contra palestinos como parte dos “procedimentos operacionais padrão” utilizados durante detenções e interrogatórios conduzidos por forças israelenses.


As denúncias surgem em meio ao aumento da pressão internacional sobre Israel por violações de direitos humanos nos territórios palestinos ocupados. Organizações internacionais têm documentado prisões em massa, tortura, desaparecimentos e abusos contra palestinos desde o início do genocídio em Gaza em outubro de 2023.

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