Trump admite que os EUA enviaram armas para fomentar tumultos e terrorismo dentro do Irã
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou apoio a ações de desestabilização interna no Irã ao reconhecer publicamente a existência de atores envolvidos em atividades armadas e políticas dentro do país. As falas ocorreram na segunda-feira, no Salão Oval, em meio ao aumento das tensões entre Washington e Teerã e à continuidade de medidas militares e econômicas estadunidenses contra a República Islâmica.

Durante conversa com a imprensa, Trump afirmou que existem pessoas dispostas a atuar dentro do território iraniano contra o governo local. Ao se referir a esses grupos, o presidente dos Estados Unidos os descreveu como “o povo iraniano” e sugeriu ações de rua como forma de atuação política interna.
“Eles não têm armas. Eles não têm armas de fogo”, afirmou Trump ao comentar a capacidade desses grupos de ação.
As declarações se somam a posicionamentos anteriores do presidente dos Estados Unidos, que no início do ano reconheceu o envio de armamentos a grupos aliados em regiões de conflito. Em referência a operações anteriores, Trump afirmou: “Enviamos armas, muitas armas”. Em seguida, declarou que parte desse material não retornou ao controle dos Estados Unidos.
“Sabe o que aconteceu? As pessoas para quem as enviamos as mantiveram”, afirmou.
Na mesma entrevista, Trump mencionou o repasse de armas a grupos curdos, afirmando que esses atores não devolveram o material fornecido por Washington. Ele declarou insatisfação com esses aliados em operações militares anteriores.
“Os curdos nos decepcionaram. Os curdos pegam, pegam, pegam... Estou muito decepcionado com os curdos”, disse o presidente dos Estados Unidos.
As declarações ocorreram em um contexto de instabilidade interna no Irã no final de dezembro e início de janeiro, período marcado por protestos e confrontos em diversas cidades. Autoridades iranianas afirmam que parte desses episódios envolveu grupos treinados por serviços de inteligência dos Estados Unidos e de Israel, com atuação armada contra forças de segurança e civis.
O governo iraniano afirmou que milhares de pessoas morreram durante os eventos, incluindo mulheres e crianças, em meio a manifestações iniciadas por reivindicações econômicas. Teerã classificou os acontecimentos como tentativa de desestabilização interna com apoio externo.
A República Islâmica acusa os Estados Unidos de manter uma política de criação, financiamento e armamento de grupos considerados terroristas no Oriente Médio e em outras regiões. O governo iraniano declarou que essas ações violam a Carta das Nações Unidas e normas do direito internacional e solicitou posicionamento da Organização das Nações Unidas.
As declarações de Trump também ocorrem após ações militares de Israel contra o território iraniano no final de fevereiro, seguidas por retaliação iraniana. Em 8 de abril, o presidente dos Estados Unidos anunciou um cessar-fogo, ao mesmo tempo em que Washington manteve bloqueio naval contra o Irã e outras medidas de pressão econômica e militar sobre o país.



































