top of page
  • LOGO CLD_00000

PGR pede condenação de Eduardo Bolsonaro por suposta pressão sobre ministros do STF

A Procuradoria-Geral da República pediu em 11 de maio a condenação do ex-deputado Eduardo Bolsonaro por coação no curso do processo em ação que tramita no Supremo Tribunal Federal. O procurador-geral Paulo Gonet afirmou que o parlamentar articulou pressões políticas e sanções externas para intimidar ministros da Corte e interferir nos julgamentos relacionados à tentativa de golpe de Estado no Brasil. A acusação sustenta que Eduardo Bolsonaro utilizou sua permanência nos Estados Unidos para mobilizar agentes políticos estadunidenses contra integrantes do Judiciário brasileiro.


EDUARDO BOLSONARO I ARQUIVO
EDUARDO BOLSONARO I ARQUIVO

Nas alegações finais encaminhadas ao ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no STF, Paulo Gonet afirmou que a atuação de Eduardo Bolsonaro ocorreu de forma “continuada” e estruturada para constranger ministros da Corte durante o avanço das investigações sobre os atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.


Segundo a Procuradoria-Geral da República, a estratégia do ex-deputado consistiu em buscar apoio de agentes políticos estadunidenses com capacidade de impor restrições e sanções contra autoridades brasileiras. O documento afirma que parte dessas medidas chegou a ser aplicada após articulações conduzidas pelo parlamentar nos Estados Unidos.


“As condutas criminosas estruturaram-se em torno da ameaça de obtenção de sanções estrangeiras, significativamente graves, tanto para os ministros do Supremo Tribunal Federal como para o Brasil, algumas delas efetivamente aplicadas, após a mobilização de agentes norte-americanos com poder de impor gravames a cidadãos brasileiros”, escreveu Paulo Gonet.

A ação penal sustenta que Eduardo Bolsonaro utilizou interlocução política com setores ligados ao aparato estatal estadunidense para pressionar o Supremo Tribunal Federal durante o andamento das ações penais relacionadas à tentativa de golpe. A Procuradoria argumenta que as iniciativas buscaram criar ambiente de intimidação institucional por meio de ameaças econômicas e diplomáticas.


Eduardo Bolsonaro permanece nos Estados Unidos desde o início das investigações sobre os atos golpistas. Segundo a acusação, sua permanência no território estadunidense foi utilizada para estabelecer contatos políticos voltados à construção de mecanismos de pressão externa contra autoridades brasileiras.


O caso amplia a crise entre setores da extrema direita brasileira e o STF, que conduz investigações sobre a tentativa de ruptura institucional articulada após as eleições presidenciais de 2022. A Procuradoria-Geral da República aponta que a atuação internacional do ex-deputado integrou uma tentativa de deslocar o conflito político brasileiro para o campo diplomático e para estruturas de pressão ligadas ao poder estadunidense.


A ação penal segue sob relatoria de Alexandre de Moraes no Supremo Tribunal Federal.

apoie a ampliação do nosso trabalho

Valoriza o que estamos fazendo? Considere apoiar a ampliação do nosso trabalho com uma contribuição.

Frequência

1 vez

Mensal

Anual

Valor

R$ 10

R$ 20

R$ 30

R$ 40

R$ 50

R$ 100

R$ 200

Outro

editora
clandestino

Ao adquirir um de nossos arquivos, você contribui para a expansão de nosso trabalho.

MAIS VENDIDOS

bottom of page