Lula inicia agenda na Índia e Coreia do Sul com foco em comércio, tecnologia e parceria estratégica
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva iniciou nesta terça-feira (17) uma visita oficial à Índia e à Coreia do Sul com agenda prevista até domingo (22). Em Nova Deli, Lula se reunirá na quarta-feira (18) com o primeiro-ministro Narendra Modi, que esteve no Brasil em julho de 2025 durante a Cúpula do BRICS, no Rio de Janeiro. Segundo o Itamaraty, esta é a quarta viagem de Lula à Índia e a segunda no atual mandato. A agenda inclui compromissos econômicos, tecnológicos e diplomáticos, além da participação na Cúpula de Inteligência Artificial na quinta-feira (19).

De acordo com o Ministério das Relações Exteriores, Brasil e Índia mantêm parceria estratégica formal desde 2006, com ampliação progressiva do intercâmbio comercial e tecnológico. A embaixadora Susan Kleebank, secretária de Ásia e Pacífico do Itamaraty, afirmou que a relação bilateral vive “um momento de ascensão”, sustentada por complementaridades econômicas e tecnológicas.
“Com mais de 1,4 bilhão de habitantes, a Índia hoje é o país mais potente do mundo e detém o quarto maior PIB do planeta. A economia indiana é a que mais cresce entre os países do G20. A taxa de crescimento econômico da Índia tem se mantido em torno de 7% a 8% ao longo dos últimos anos”, declarou.
Na quinta-feira (19), Lula participará da Cúpula de Inteligência Artificial, que deverá reunir cerca de 40 mil participantes de 50 países na capital indiana. Segundo o embaixador Eugênio Vargas Garcia, diretor do Departamento de Ciência, Tecnologia e Propriedade Intelectual do Itamaraty, será a primeira vez que um presidente brasileiro participa de um evento global de alto nível dedicado ao tema.
“Esse tema, há alguns anos, não era abordado nos fóruns internacionais, mas hoje ele adquiriu uma conotação importantíssima. É algo sintomático, não só da importância do tema, mas, também, do nosso engajamento e a participação do governo brasileiro nessas iniciativas”, afirmou.
A partir de sexta-feira (20), o presidente brasileiro seguirá para Seul, a convite do presidente Lee Jae Myung, naquela que será sua terceira visita ao país e a primeira com статус de Estado. Está prevista a adoção do Plano de Ação Trienal 2026-2029, instrumento que pretende elevar o relacionamento bilateral ao patamar de parceria estratégica. Segundo Susan Kleebank, a Coreia do Sul é um dos “principais e mais tradicionais parceiros do Brasil” e mantém relações diplomáticas com o país há mais de 60 anos.
Entre os resultados esperados pelo governo brasileiro está a atração de novos fluxos de investimentos sul-coreanos em áreas tecnológicas, agropecuárias e no setor de cosméticos. A iniciativa se insere na estratégia de diversificação de parceiros econômicos e de redução da dependência estrutural de centros financeiros historicamente concentrados no eixo estadunidense-europeu. Ao intensificar laços com Índia e Coreia do Sul — duas potências industriais asiáticas — o Brasil busca ampliar margens de autonomia econômica e política em um sistema internacional ainda marcado por assimetrias herdadas do colonialismo e consolidadas por décadas de intervencionismo militar e financeiro.















































