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Mais de 100 mortos em ataques armados no norte da Nigéria em uma semana

Mais de 100 pessoas foram mortas em menos de uma semana no norte da Nigéria, segundo dados divulgados em 10 de abril de 2026 pela agência France-Presse com base em fontes locais. Apenas na quinta-feira, pelo menos 11 pessoas morreram e 41 foram sequestradas em ataques coordenados no estado de Sokoto. A escalada de violência ocorre em regiões próximas ao Sahel, onde grupos armados intensificaram operações contra aldeias e bases militares desde 2025. Autoridades locais relatam que distritos inteiros estão sob controle de facções criminosas que impõem tributos à população. Apesar do envio de reforços ordenado pelo presidente Bola Tinubu, os ataques continuam a se expandir territorialmente.


Homens armados atacaram múltiplas aldeias simultaneamente.
Homens armados atacaram múltiplas aldeias simultaneamente.

O episódio mais recente ocorreu nas áreas administrativas de Isa e Sabon Birni, no estado de Sokoto, onde homens armados atacaram múltiplas aldeias simultaneamente. Ahmad Yahaya, líder comunitário da aldeia de Dan adua, afirmou à AFP que pelo menos 12 pessoas foram mortas e 43 sequestradas nessas localidades. Segundo ele, o ataque foi realizado por um grupo numeroso de homens armados, evidenciando a capacidade logística e organizacional dessas facções.


O deputado estadual Mohammed Saidu Bargaja, representante das duas regiões afetadas, confirmou os dados e descreveu a deterioração da segurança. Ele declarou que a situação foi particularmente dramática na quarta e quinta-feira, com ataques distribuídos por diferentes aldeias. Bargaja relatou que 11 pessoas foram mortas e 41 sequestradas apenas nesses dois dias, reforçando o padrão de violência sistemática.


As regiões de Isa e Sabon Birni encontram-se sob influência direta de Bello Turji, identificado como líder de um grupo armado que controla territórios e impõe taxas às comunidades locais. De acordo com relatos, aldeias que se recusam a pagar são alvo de ataques violentos, que não poupam mulheres nem crianças. Esse modelo de dominação territorial evidencia a substituição prática da autoridade estatal por estruturas armadas paralelas.


A violência no norte da Nigéria envolve tanto grupos classificados como terroristas quanto redes criminosas conhecidas localmente como bandidos, responsáveis por assaltos, massacres e sequestros em massa para obtenção de resgates. Esses grupos operam a partir de bases instaladas em áreas florestais que se estendem pelos estados de Zamfara, Katsina, Kaduna, Sokoto e Kebbi, além do estado do Níger. A partir dessas zonas, lançam ataques coordenados contra comunidades rurais e alvos militares.


No nordeste do país, a ofensiva também atingiu estruturas militares. Na quinta-feira, combatentes armados invadiram uma base militar, matando vários soldados e um brigadeiro-general, o segundo oficial desse nível morto em ataques semelhantes nos últimos cinco meses. Esse dado evidencia a vulnerabilidade das forças armadas diante da intensificação das operações insurgentes.


Antes dos ataques mais recentes em Sokoto, ao menos 90 pessoas já haviam sido mortas desde domingo em aldeias isoladas nos estados de Kebbi e Níger. O balanço, compilado pela AFP a partir de fontes locais e humanitárias, indica uma escalada contínua da violência em múltiplos pontos do noroeste nigeriano.


A ampliação dos ataques ocorre apesar da ordem do presidente Bola Tinubu para reforçar a presença militar e policial nas regiões afetadas. As medidas, no entanto, não conseguiram conter o avanço das facções armadas, que seguem expandindo sua atuação e consolidando controle sobre áreas estratégicas.


A intensificação da violência no norte da Nigéria insere-se em um contexto regional mais amplo de instabilidade no Sahel, onde a fragmentação estatal, a circulação de armas e a disputa por territórios têm alimentado a proliferação de grupos armados e a deterioração das condições de segurança em larga escala.

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