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Mansão no Texas, contrato escondido e perguntas sem resposta no caso BolsoMaster

Novas informações divulgadas pela Rede PT de Comunicação em 31 de maio de 2026 ampliam as suspeitas sobre a circulação de recursos ligados ao Banco Master no entorno da família Bolsonaro. As apurações citam negociações envolvendo Flávio Bolsonaro, o ex-dono do banco Daniel Vorcaro e o financiamento do filme “Dark Horse”, cinebiografia de Jair Bolsonaro. As reportagens também apontam a presença de Eduardo Bolsonaro em operações financeiras e sua residência em imóvel de alto padrão no Texas, nos Estados Unidos.


Flávio Bolsonaro | ARQUIVO
Flávio Bolsonaro | ARQUIVO

As novas revelações sobre o caso Bolsomaster indicam conexões entre negociações financeiras envolvendo o Banco Master, controlado por Daniel Vorcaro, e integrantes da família Bolsonaro, com foco em operações relacionadas ao financiamento do filme “Dark Horse”, cinebiografia internacional sobre Jair Bolsonaro. O conjunto de informações foi publicado pela Rede PT de Comunicação em 31 de maio de 2026 e reúne dados já divulgados pelo Intercept Brasil e outros veículos de investigação.


Segundo as reportagens, Flávio Bolsonaro teria negociado diretamente com Daniel Vorcaro valores na ordem de milhões de dólares destinados ao financiamento do filme, com estimativas do projeto variando entre R$ 128 milhões e R$ 145 milhões. Registros apontam que parte das tratativas envolveu valores próximos de R$ 134 milhões, associados ao aporte do banqueiro no projeto cinematográfico.


As investigações também indicam que Eduardo Bolsonaro vive desde fevereiro de 2025 em Southlake, no estado do Texas, nos Estados Unidos, em uma residência avaliada em cerca de R$ 6 milhões, que já foi anunciada para aluguel por aproximadamente R$ 30 mil mensais. De acordo com o Intercept Brasil, o ex-deputado federal cassado afirmou em vídeo que residia de aluguel e enfrentava dificuldades financeiras no Brasil, sem detalhar fontes de renda no exterior.


O conjunto de apurações aponta que Eduardo Bolsonaro atuou como produtor-executivo do filme “Dark Horse”, com participação na gestão financeira do projeto, segundo contratos e mensagens citadas nas reportagens. Registros indicam orientação para que parte dos recursos fosse transferida para o território estadunidense, sob justificativa de evitar atrasos e complicações em remessas originadas de empresas no Brasil.


Em mensagens atribuídas a Eduardo Bolsonaro, há orientação para que recursos fossem movimentados diretamente nos Estados Unidos, com a avaliação de que transferências a partir de estruturas empresariais brasileiras poderiam gerar entraves operacionais. As apurações indicam que parte dos valores teria sido direcionada a um fundo sediado no Texas, vinculado a aliados políticos de Eduardo Bolsonaro.


Flávio Bolsonaro, citado nas reportagens, inicialmente negou relação com Daniel Vorcaro, mas posteriormente reconheceu contatos após a divulgação de áudios e mensagens. O senador atribuiu a ausência de informações públicas a cláusulas de confidencialidade relacionadas ao projeto cinematográfico, mas não apresentou os documentos mencionados.


A estrutura societária e financeira do projeto é descrita nas reportagens como central para as investigações em curso, com menções a múltiplas empresas envolvidas na produção do filme “Dark Horse” e à participação de diferentes agentes na circulação de recursos.


As apurações também registram que a Polícia Federal investiga suspeitas de lavagem de dinheiro associadas às movimentações financeiras ligadas ao projeto cinematográfico, incluindo transferências internacionais e uso de estruturas empresariais distintas.


Entre os pontos levantados nas reportagens estão a ausência de apresentação pública de contratos citados por Flávio Bolsonaro, a divergência entre versões apresentadas sobre a relação com Daniel Vorcaro, a origem e o destino dos recursos utilizados no financiamento do filme e a participação de Eduardo Bolsonaro em operações financeiras relacionadas ao projeto.


As investigações apontam ainda que a produção do filme foi estruturada em paralelo a debates políticos e ao calendário eleitoral, com participação direta de integrantes da família Bolsonaro em negociações e decisões sobre financiamento, distribuição de recursos e definição de estruturas empresariais associadas ao projeto cinematográfico.

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