Milhões de iranianos participaram de mobilizações para marcar o 40º dia do martírio do Líder Ali Khamenei
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Milhões de iranianos participaram nesta quinta-feira, 9 de abril de 2026, de mobilizações em todo o país para marcar o 40º dia do martírio do Líder Ali Khamenei. As cerimônias ocorreram principalmente em Teerã, onde grandes multidões se reuniram desde as primeiras horas da manhã. O líder iraniano foi assassinado em 28 de fevereiro de 2026 em um ataque atribuído diretamente aos Estados Unidos e a Israel. O episódio desencadeou uma guerra de 40 dias contra o Irã, caracterizada por intensos confrontos e mobilização popular massiva. Autoridades iranianas afirmam que a resposta militar incluiu pelo menos 100 ataques contra forças estadunidenses e israelenses.

A capital iraniana foi palco da principal cerimônia memorial, marcada por uma atmosfera de luto coletivo e demonstrações públicas de unidade nacional. Segundo a cobertura da HispanTV, cidadãos de diferentes classes sociais participaram de marchas, procissões e atos simbólicos em várias cidades do país, reiterando apoio às Forças Armadas iranianas. Entre as forças mobilizadas estão o Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica, o Basich — organização de mobilização popular — e o Exército regular, todos destacados como pilares da resposta estatal ao ataque de 28 de fevereiro.
O martírio de Ali Khamenei ocorreu junto à morte de membros de sua família e de oficiais militares de alta patente, em um episódio classificado por autoridades iranianas como “ato direto de agressão” dos Estados Unidos e de Israel. O ataque marcou o início de um ciclo de confrontos que se estendeu por 40 dias e resultou em uma escalada militar sem precedentes recentes na região. Dados divulgados por veículos iranianos indicam que, durante esse período, ataques estadunidenses e israelenses causaram a morte de ao menos 220 crianças.
Em comunicado divulgado nesta quinta-feira, o Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica afirmou que o impacto do martírio do Líder transcende a perda política imediata e representa um ponto de inflexão na mobilização interna do país. “O martírio deste sábio Líder foi muito influente, assim como sua vida, no avanço da Revolução Islâmica e do Sistema da República Islâmica do Irã, e seu martírio levou a um despertar do povo iraniano”, declarou a instituição.
O comunicado também vinculou diretamente a resposta militar iraniana ao legado político e religioso de Khamenei, mencionando “100 golpes decisivos e ofensivos” realizados contra forças estadunidenses e israelenses durante o conflito. Segundo o texto, essas operações teriam contribuído para o que descreve como “retiradas humilhantes” das forças adversárias ao longo da guerra.
As autoridades militares iranianas destacaram ainda que a continuidade política e estratégica do país está assegurada sob a liderança do sucessor de Khamenei, o aiatolá Seyed Mojtaba Khamenei. No mesmo comunicado, o Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica afirmou que o legado do líder martirizado permanece ativo e que haverá resposta contínua às ações militares estrangeiras. “O nome do líder mártir, sua trajetória e seu legado não serão interrompidos, e juramos vingança pelo seu sangue e pelo de todos os mártires”, afirmou a instituição.
As mobilizações registradas em 9 de abril ocorreram simultaneamente em diversas cidades iranianas, com relatos de grandes concentrações populares também fora da capital. Imagens divulgadas por meios de comunicação locais mostram avenidas e praças ocupadas por multidões, bandeiras nacionais e retratos de Khamenei, além de slogans em apoio às forças armadas e à continuidade da Revolução Islâmica.
O contexto das manifestações está diretamente ligado à guerra iniciada em 28 de fevereiro, considerada por autoridades iranianas como não provocada. Durante os 40 dias de confrontos, o país registrou mobilização social ampla, envolvendo diferentes segmentos da população em apoio às estruturas militares e políticas do Estado.
As declarações oficiais reforçam que o conflito alterou o equilíbrio regional e consolidou uma resposta coordenada entre forças militares e civis iranianas. O Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica também indicou que novas ações poderão ocorrer caso haja novos ataques, reiterando que a estratégia militar permanece ativa após o fim dos 40 dias iniciais de confrontos.



































