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Missão Artemis II da NASA supera recorde da Apollo 13 e expõe nova corrida espacial sob comando estadunidense



Quatro astronautas da missão Artemis II retornam à Terra após ultrapassar, em 7 de abril de 2026, a maior distância já percorrida por humanos no espaço. A espaçonave Orion superou às 13h56 EDT (18h56 BST) a marca de 400 mil quilômetros estabelecida pela Apollo 13 em 1970. Durante a manobra, a tripulação ficou 40 minutos sem comunicação ao cruzar o lado oculto da Lua. O presidente estadunidense Donald Trump entrou em contato com os astronautas após o restabelecimento do sinal e celebrou o feito. A operação integra a estratégia da NASA de retomar presença humana na Lua e avançar para futuras missões a Marte.


Tripulação da Artemis II (NASA)
Tripulação da Artemis II (NASA)

A missão Artemis II, conduzida pela NASA, posiciona quatro astronautas — Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen — no centro de uma nova fase da exploração espacial comandada pelos Estados Unidos, que ocorre em paralelo à crescente militarização e competição geopolítica pelo espaço. O voo não previa pouso lunar, mas um sobrevoo do lado oculto da Lua, região invisível da Terra e historicamente observada apenas por satélites, consolidando a missão como teste técnico e simbólico para operações futuras.


O marco foi registrado oficialmente quando a cápsula Orion ultrapassou a distância de 400.000 km da Terra, superando o recorde da missão Apollo 13, estabelecido há mais de cinco décadas. O astronauta canadense Jeremy Hansen destacou o feito ao afirmar: “Ao ultrapassarmos a maior distância já percorrida por humanos a partir do planeta Terra, fazemos isso honrando os esforços e feitos extraordinários de nossos antecessores na exploração espacial humana”.


Durante a aproximação lunar, a tripulação executou uma série de protocolos científicos e de observação, incluindo registros visuais com câmeras digitais de alta precisão, esboços manuais e descrições em áudio da superfície lunar. A NASA enfatizou que o testemunho humano direto continua sendo relevante, já que olhos treinados podem identificar variações sutis de cor, textura e forma que nem sempre são captadas por sensores automatizados.


O ponto de maior tensão da missão ocorreu quando a Orion passou atrás da Lua, interrompendo completamente as comunicações por rádio e laser com a Terra por aproximadamente 40 minutos. Antes da perda de sinal, o piloto Victor Glover declarou: “Enquanto nos preparamos para sair da comunicação por rádio, ainda vamos sentir o amor de vocês da Terra. E para todos aí embaixo na Terra e ao redor dela, nós amamos vocês, da Lua. Nos vemos do outro lado”.


O restabelecimento da comunicação trouxe alívio às equipes de controle e familiares, sendo marcado pela fala de Christina Koch: “É tão bom ouvir a Terra novamente”. O momento remeteu diretamente às missões do programa Apollo, que operaram sob condições similares durante a corrida espacial do século XX, também marcada por disputas estratégicas entre potências globais.


Durante o sobrevoo, os astronautas observaram um eclipse solar total a partir do espaço, com a Lua bloqueando a luz do Sol e revelando a coroa solar — fenômeno raramente visível devido ao brilho intenso da estrela. Victor Glover descreveu a cena como “incrível”, destacando o contraste entre a escuridão e o brilho residual visível no horizonte lunar.


A missão também cumpriu objetivos técnicos centrais para a NASA, incluindo testes dos sistemas de energia e controle térmico da cápsula Orion em condições extremas. Sensores registraram o desempenho da nave durante períodos sem exposição direta ao Sol, enfrentando variações bruscas de temperatura ao atravessar a sombra lunar.


Além da observação científica, a tripulação realizou registros contínuos com câmeras instaladas nas extremidades dos painéis solares da Orion, além de dispositivos pessoais como smartphones, documentando tanto a paisagem lunar quanto a rotina dentro da cápsula. A agência informou que o material será divulgado posteriormente, reforçando a dimensão pública e política da missão.


Durante a transmissão ao vivo, os astronautas também solicitaram à NASA a nomeação de duas crateras lunares. Uma delas foi sugerida como “Integrity”, nome atribuído à cápsula Orion, enquanto a outra foi proposta em homenagem à esposa falecida do comandante Reid Wiseman, Carroll, que morreu de câncer em 2020. Visivelmente emocionado, Wiseman declarou: “Há alguns anos começamos essa jornada... e perdemos alguém querido... e há uma formação em um lugar muito especial na Lua... em certos momentos, poderemos vê-la da Terra”.


Após o retorno da comunicação, o presidente estadunidense Donald Trump entrou em contato com a tripulação e afirmou: “Hoje, vocês fizeram história e deixaram toda a América muito orgulhosa, incrivelmente orgulhosa”. Em resposta, o comandante Reid Wiseman declarou: “Vimos coisas que nenhum ser humano jamais viu, nem mesmo a Apollo, e isso foi incrível para nós”.


A missão Artemis II ocorre em um contexto mais amplo de reposicionamento estratégico dos Estados Unidos no espaço, com investimentos em infraestrutura orbital, parcerias com empresas privadas e planos de longo prazo que incluem a exploração de Marte. A NASA confirma que o voo atual é preparatório para futuras tentativas de pouso humano na Lua — algo que não ocorre desde 1972 — além da construção de bases científicas permanentes e expansão de atividades industriais fora da Terra.


Após o sobrevoo lunar, a cápsula Orion iniciou sua trajetória de retorno, utilizando a gravidade da Lua para redirecionar seu curso em direção à Terra. A tripulação agora enfrenta dias adicionais de experimentos e verificações antes da etapa final da missão: a reentrada na atmosfera terrestre a aproximadamente 40.000 km/h, seguida de pouso no Oceano Pacífico com auxílio de paraquedas, etapa considerada crítica para validação do escudo térmico e dos sistemas de recuperação da nave.

 
 

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