OMS alerta para risco de Israel atacar também ambulâncias no Líbano
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A Organização Mundial da Saúde denunciou em 10 de abril de 2026 que forças israelenses anunciaram a possibilidade de atacar ambulâncias no Líbano. A declaração foi feita pelo representante da agência no país, Abdinasir Abubak, durante conferência remota. Segundo ele, mais de 50 profissionais de saúde já foram mortos e outros 150 feridos em cerca de cinco semanas de bombardeios. A nova ameaça amplia o risco sobre estruturas médicas protegidas pelo direito internacional humanitário. O alerta ocorre após uma ofensiva aérea que matou ao menos 254 pessoas em um único dia.

Em pronunciamento oficial, Abdinasir Abubak, representante da Organização Mundial da Saúde no Líbano, afirmou que “tanto os trabalhadores de saúde como as instalações médicas e as ambulâncias estão protegidos pelo direito internacional humanitário”. Ainda assim, segundo ele, autoridades militares de Israel indicaram que esses alvos podem ser atingidos mesmo em zonas previamente designadas para evacuação, o que configura uma escalada direta contra infraestruturas civis essenciais.
O impacto imediato já é mensurável no sistema de saúde libanês. De acordo com a OMS, mais de mil feridos deram entrada em hospitais após os ataques massivos realizados na quarta-feira, 9 de abril, forçando o consumo acelerado de estoques médicos que, em condições normais, durariam entre três e quatro semanas. Esse esgotamento repentino compromete a capacidade de resposta hospitalar diante de novos ataques.
Abubak alertou que há “risco potencial de escassez de fornecimento para casos traumáticos, medicamentos, sangue e muitos outros materiais necessários para os tratamentos”. A pressão sobre hospitais e centros de saúde já atinge níveis críticos, com unidades operando acima de sua capacidade estrutural. Segundo o representante, “os hospitais e o sistema de saúde em geral estão sobrecarregados”.
Os dados mais recentes da proteção civil libanesa indicam que ao menos 254 pessoas morreram e 1.165 ficaram feridas apenas na ofensiva de quarta-feira, considerada a maior desde a retomada das hostilidades em 2 de março de 2026. A operação envolveu mais de 100 ataques aéreos coordenados, atingindo múltiplas regiões do território libanês.
Embora as autoridades israelenses aleguem que os bombardeios têm como alvo posições do Hezbollah, os ataques também atingiram áreas residenciais densamente povoadas, ampliando o número de vítimas civis e pressionando ainda mais a infraestrutura urbana e sanitária do país. A destruição de bairros inteiros e o deslocamento forçado de populações intensificam o colapso das condições de vida no sul e em outras regiões afetadas.
O anúncio de possíveis ataques a ambulâncias ocorre em um contexto de deterioração acelerada das normas internacionais que regem conflitos armados, particularmente no que diz respeito à proteção de civis e serviços médicos. A sinalização de que veículos de emergência podem ser considerados alvos amplia o risco de interrupção total das operações de resgate e evacuação.
A escalada militar no Líbano está inserida em uma dinâmica regional mais ampla, marcada por confrontos indiretos e intervenções que ultrapassam fronteiras nacionais, consolidando um cenário de instabilidade prolongada no Oriente Médio e aprofundando a crise humanitária no país.



































