Netanyahu não possui o número de cadeiras necessário para formar um governo de coalizão
- www.jornalclandestino.org

- há 2 horas
- 2 min de leitura
Uma pesquisa divulgada em 27 de abril de 2026 aponta que o bloco liderado por Benjamin Netanyahu não tem maioria para governar. O levantamento foi realizado pela plataforma israelense Walla e analisa o cenário eleitoral atual. Os dados indicam fragmentação política crescente dentro do parlamento israelense. A oposição também enfrenta dificuldades para formar maioria estável. O impasse revela uma crise política persistente no Estado israelense.

De acordo com a sondagem publicada em Jerusalém, o bloco governista liderado pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu alcançaria apenas 51 das 120 cadeiras do Knesset caso as eleições fossem realizadas no momento. O número é insuficiente para formar uma coalizão majoritária, evidenciando o desgaste político do governo em meio à continuidade do genocídio contra a população palestina e à instabilidade interna.
O mesmo levantamento mostra que o atual bloco de oposição somaria 59 assentos, aproximando-se da maioria, enquanto partidos árabes obteriam 10 cadeiras. Ainda assim, o cenário permanece travado, já que alianças políticas estratégicas esbarram em vetos ideológicos e raciais estruturais dentro do sistema político israelense.
A pesquisa também aponta mudanças relevantes na correlação de forças entre lideranças políticas. A aliança entre os ex-primeiros-ministros Naftali Bennett e Yair Lapid, anunciada recentemente para disputar as eleições previstas para outubro de 2026, perdeu apoio em relação ao desempenho anterior das duas siglas separadas. Juntos, os dois líderes alcançariam 27 cadeiras, número inferior à soma obtida em eleições passadas.
Em contraste, o ex-chefe do Estado-Maior Gadi Eisenkot, atualmente à frente do Partido Yashar, aparece como um dos principais beneficiários da reconfiguração política. Segundo o levantamento, sua legenda subiria para 15 cadeiras, consolidando-se como uma força emergente dentro do espectro político israelense.
Apesar de a oposição estar numericamente mais próxima da maioria, tanto Bennett quanto Lapid afirmaram publicamente que não pretendem formar governo com apoio de partidos árabes, o que limita drasticamente suas possibilidades de articulação parlamentar. Essa recusa explicita a marginalização sistemática da representação política árabe dentro de Israel, mesmo quando decisiva para a formação de maiorias.
O relatório divulgado pela Walla ressalta que os dados refletem apenas o impacto inicial da aliança recém-anunciada e que o cenário pode sofrer alterações até as eleições previstas para outubro de 2026, conforme o calendário eleitoral regular.



































