"Não podemos considerar a hipótese de um retrocesso em outubro", afirma Haddad
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O ex-ministro Fernando Haddad afirmou em 26 de abril de 2026 que a reeleição do presidente Lula é “um imperativo”. A declaração foi feita durante o encerramento do 8º Congresso Nacional do PT, em Brasília. Haddad criticou diretamente a família Bolsonaro, associando-a à destruição de políticas públicas. O dirigente também relembrou o cenário deixado após o governo anterior. O discurso ocorreu em meio à preparação para as eleições de outubro de 2026.

Durante sua fala, Haddad, pré-candidato ao governo de São Paulo, enfatizou que “não podemos de maneira nenhuma considerar a hipótese de um retrocesso em outubro”, estabelecendo a disputa eleitoral como decisiva para o rumo político do país. Ele afirmou que o presidente Lula enfrentará “o Bolsonarinho, o filho do Jair Bolsonaro”, e caracterizou a família como responsável por “caos” ao longo de décadas de atuação política, mencionando práticas como “rachadinhas” e o “genocídio da pandemia”. “Eles estão sempre do lado da destruição”, declarou.
O dirigente petista contextualizou sua análise ao apontar que o Brasil atravessou uma “verdadeira calamidade” após a reação da extrema direita às políticas sociais implementadas nos governos anteriores do partido. Segundo Haddad, esse processo se intensificou a partir de 2013 e culminou no afastamento da presidenta Dilma Rousseff, evento que ele associa ao desmonte de estruturas estatais e à fragilização institucional.
Ao descrever o cenário encontrado após a eleição de Lula em 2022, Haddad afirmou que o país se assemelhava a “uma casa depois de uma guerra bombardeada”, com programas sociais interrompidos, obras públicas paralisadas e direitos sociais enfraquecidos. “Era uma destruição absurda. Não só das contas públicas, mas de programas caros ao povo brasileiro”, declarou, destacando a paralisação de investimentos e a deterioração de políticas estruturantes.
Haddad também afirmou que a vitória eleitoral de 2022 foi resultado de um esforço político diante de tentativas sistemáticas de impedir o retorno de Lula ao poder. Segundo ele, houve uso da máquina pública, disseminação de desinformação e ações institucionais para dificultar o voto, incluindo operações da Polícia Rodoviária Federal direcionadas a eleitores do Nordeste. “Eles fizeram o diabo para reverter o quadro eleitoral”, afirmou.
No balanço do atual governo, Haddad sustentou que, desde janeiro de 2023, houve uma reconstrução gradual das políticas públicas. Ele citou a retomada de programas como o Minha Casa, Minha Vida e o Farmácia Popular, além da melhoria de indicadores econômicos como desemprego, desigualdade e inflação. “Em tão pouco tempo nós fomos capazes de colocar esse país nos trilhos”, disse, ainda que tenha reconhecido o “gosto amargo” de reconstruir estruturas previamente desmontadas.
O ex-ministro também vinculou a reeleição de Lula ao cenário internacional, afirmando que o presidente brasileiro ocupa posição relevante no enfrentamento à extrema direita em escala global e na defesa de agendas como democracia, direitos humanos e soberania. Essa leitura conecta o processo eleitoral brasileiro a disputas geopolíticas mais amplas, incluindo tensões envolvendo políticas externas intervencionistas.
Outros dirigentes presentes reforçaram a linha política apresentada. Camilo Santana afirmou que a eleição de 2026 será “das mais importantes das nossas vidas” e destacou a necessidade de mobilização nas redes sociais para enfrentar campanhas de desinformação. “Precisamos defender esse governo e responder às mentiras de forma sincera e honesta”, declarou, acrescentando que “não vamos deixar o fascismo voltar a governar esse país”.
Benedita da Silva, que completou 84 anos no dia do evento, convocou militantes a intensificar a mobilização popular. “Não tenhamos medo”, afirmou, defendendo atuação direta junto à população. Segundo ela, o engajamento de base será decisivo para garantir a continuidade do projeto político do partido.
A governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra, destacou o papel estratégico do Nordeste no processo eleitoral, afirmando que a região “sabe o que está em jogo” e mantém compromisso com políticas voltadas à maioria da população. Em seu discurso, ela afirmou que o eleitorado nordestino voltará a ser decisivo na disputa contra a extrema direita, reforçando a centralidade regional na dinâmica eleitoral brasileira.



































