OIM envia assistência emergencial ao Líbano, onde 1 milhão estão deslocados
- www.jornalclandestino.org

- há 10 horas
- 3 min de leitura
A Organização Internacional para Migrações enviou mais de 4,5 mil itens de assistência emergencial ao Líbano em meio ao deslocamento de mais de 1 milhão de pessoas. A operação humanitária ocorre após meses de ataques israelenses contra áreas civis libanesas e expansão das tensões envolvendo o Hezbollah no sul do país. A ONU lançou um apelo de US$ 19 milhões enquanto famílias deslocadas enfrentam falta de abrigo, alimentação, atendimento médico e infraestrutura básica.

A remessa humanitária foi anunciada pela Organização Internacional para Migrações (OIM) em 14 de maio. Segundo a agência da ONU, os materiais começaram a ser distribuídos em regiões atingidas pelos bombardeios israelenses e pelos deslocamentos internos provocados pela escalada militar no território libanês.
A operação conta com financiamento da União Europeia e do governo de Luxemburgo. Equipes da OIM coordenam a distribuição dos itens com base em levantamentos realizados nos locais que concentram pessoas deslocadas fora dos centros coletivos administrados pelo governo libanês.
A ONU informou que famílias deslocadas enfrentam dificuldades para acessar moradia, utensílios domésticos e serviços públicos. Parte da população deixou cidades atingidas por mísseis e drones israelenses e passou a ocupar abrigos improvisados em Beirute e em outras áreas urbanas do país.
O chefe da missão da OIM no Líbano, Mathieu Luciano, afirmou que o agravamento da crise humanitária força famílias a se deslocarem repetidamente dentro do território libanês. Segundo ele, muitas dessas pessoas “não têm um local seguro para ir e possuem poucos recursos”.
Luciano declarou que o apoio internacional permitiu ampliar a assistência humanitária às populações atingidas pelos ataques. “Sem isso, as condições de vida podem se deteriorar nas próximas semanas”, afirmou.
Desde março, a OIM passou a fornecer itens básicos de sobrevivência, auxílio financeiro, alimentação, assistência médica e suporte para acesso a abrigos. A operação concentra parte das ações em áreas fora da jurisdição direta do Estado libanês, regiões marcadas pela destruição de infraestrutura e pela ausência de serviços públicos.
A ONU informou que mais de 700 pedidos de evacuação foram registrados desde o início da crise. Até 14 de maio, a OIM intermediou o retorno de 41 migrantes e acompanha outros 150 casos em cooperação com autoridades libanesas e representações diplomáticas estrangeiras.
A ofensiva israelense no Líbano provocou destruição de bairros residenciais, redes elétricas, estradas e hospitais. Imagens divulgadas pela ONU mostram edifícios destruídos em Beirute e famílias vivendo em tendas montadas em estacionamentos, escolas e áreas públicas.
Em relatórios anteriores, organismos da ONU alertaram para o risco de expansão da destruição observada na Faixa de Gaza para o território libanês. A ONU também registrou continuidade de ataques aéreos e operações com drones mesmo após anúncios de cessar-fogo.
Em 8 de maio, relatórios humanitários da ONU apontaram que mais de meio milhão de mulheres permaneciam deslocadas no Líbano. O documento também registrou aumento da fome e informou que até 639 mil mulheres poderiam enfrentar insegurança alimentar nos meses seguintes.
Em 28 de abril, a ONU declarou que tensões militares continuavam em várias regiões do Líbano apesar das negociações diplomáticas em curso. A agência para refugiados da ONU relatou pressão sobre abrigos coletivos e sobre a infraestrutura das comunidades que recebem deslocados internos.
A OIM informou que o apelo de US$ 19 milhões integra o plano emergencial coordenado entre Nações Unidas e governo libanês para financiar operações de assistência humanitária, evacuação e distribuição de suprimentos em regiões atingidas pelos ataques israelenses.



































