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OLP alerta para uma perigosa escalada israelense em Jerusalém

O Departamento de Assuntos de Jerusalém da Organização para a Libertação da Palestina alertou para uma escalada das incursões militares israelenses nos campos de refugiados de Al-Ram, Kafr Aqab e Qalandia, na Jerusalém ocupada. As operações, que se estendem desde a noite anterior ao comunicado, incluem detenções, invasões domiciliares e ataques violentos contra a população civil palestina. O órgão afirma que essas ações fazem parte de uma política sistemática de fragmentação do tecido social palestino e imposição de um regime de controle coercitivo. O relatório denuncia ainda a destruição de propriedades, intimidação de moradores - incluindo mulheres e crianças - e a transformação de residências em postos militares temporários. Segundo o comunicado divulgado pela WAFA, há ainda impacto direto sobre serviços essenciais e infraestrutura humanitária.


Membro das forças de ocupação israelenses empurra um homem palestino na Cidade Velha de Jerusalém. (Foto de Menahem KAHANA / AFP via Getty Images)
Membro das forças de ocupação israelenses empurra um homem palestino na Cidade Velha de Jerusalém. (Foto de Menahem KAHANA / AFP via Getty Images)

Em nota oficial, o Departamento de Assuntos de Jerusalém da OLP descreveu as operações como uma ofensiva contínua que tem provocado ampla desorganização da vida cotidiana nos campos de Qalandia, Al-Ram e Kafr Aqab. As incursões incluem entrada forçada em residências e destruição sistemática de bens privados, aprofundando o controle militar sobre áreas densamente povoadas por refugiados palestinos. O documento aponta que a ocupação transforma espaços civis em zonas militarizadas, consolidando uma realidade de segurança imposta por força armada e restrição de mobilidade. A escalada ocorre em meio à intensificação das ações repressivas nas áreas periféricas de Jerusalém, sob ocupação desde 1967.


O relatório destaca ainda a invasão de uma clínica da Agência das Nações Unidas para Refugiados Palestinos (UNRWA) no campo de Qalandia, incluindo a destruição de sua entrada, o que compromete diretamente o funcionamento de serviços de saúde destinados à população refugiada. O ataque a uma instalação humanitária é descrito como parte de uma ofensiva mais ampla contra estruturas civis palestinas. Paralelamente, as forças de ocupação realizaram prisões em massa, com dezenas de moradores detidos durante as operações noturnas. A repressão atinge áreas residenciais e equipamentos comunitários, ampliando o colapso dos serviços básicos na região.


O Departamento de Assuntos de Jerusalém da OLP também denunciou a emissão de ordens de demolição contra dezenas de estruturas residenciais e comerciais, sob o argumento de ausência de licenças de construção. Segundo o comunicado, essas medidas fazem parte de uma estratégia de pressão contínua voltada à redução da presença palestina na área e à imposição de novas realidades demográficas no terreno. O documento afirma que tais práticas violam o direito internacional humanitário e a Quarta Convenção de Genebra, que estabelece proteção a populações civis sob ocupação militar. As ações se concentram em áreas já densamente povoadas, agravando a vulnerabilidade estrutural das comunidades afetadas.

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