Pentágono superestima danos às instalações subterrâneas de mísseis do Irã
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Novas avaliações de inteligência dos Estados Unidos apontam que a administração de Donald Trump e o comando militar estadunidense superestimaram os danos que conseguiriam impor à infraestrutura de mísseis do Irã durante o recente confronto entre Washington e Teerã. Relatórios internos também indicam que o Pentágono subestimou a capacidade iraniana de preservar, reparar e manter sistemas militares sob ataques contínuos. As informações revelam que parte relevante da rede subterrânea de mísseis do Irã permaneceu operacional mesmo após a campanha aérea conduzida pelos Estados Unidos.

Segundo fontes com acesso às avaliações citadas pela Pravda.ru, os bombardeios estadunidenses provocaram interrupções na infraestrutura militar iraniana, mas não eliminaram a maior parte da estrutura fortificada construída por Teerã ao longo de décadas. Analistas de inteligência passaram a considerar que o Irã conservou capacidade operacional superior à estimada inicialmente por Washington, sobretudo em instalações subterrâneas concebidas para resistir a ataques aéreos prolongados.
Os relatórios indicam que um dos fatores para a limitação dos resultados militares estadunidenses foi a escassez de bombas antibunker no arsenal do Pentágono. Diante da redução dos estoques, comandantes militares optaram em vários casos por bloquear entradas de complexos subterrâneos iranianos em vez de destruir completamente os depósitos e plataformas de lançamento localizados sob montanhas e túneis reforçados.
Embora bombas perfurantes tenham sido utilizadas contra instalações subterrâneas iranianas, autoridades militares estadunidenses decidiram preservar parte das munições para cenários futuros envolvendo China e Coreia do Norte. A avaliação dentro do Pentágono considera a possibilidade de confrontos simultâneos em múltiplos teatros militares, principalmente no Pacífico, onde Washington tenta conter o avanço político, econômico e militar chinês.
As avaliações militares também expuseram limitações estruturais da indústria bélica estadunidense. O consumo acelerado de munições guiadas e armamentos de precisão em operações de alta intensidade passou a gerar preocupação entre oficiais do Pentágono, que avaliam a velocidade de reposição dos estoques como insuficiente diante de confrontos prolongados.
A infraestrutura subterrânea iraniana foi construída ao longo de décadas em resposta à pressão militar de Estados Unidos e Israel contra Teerã. Parte das instalações está localizada sob regiões montanhosas e conectada por extensas redes de túneis destinadas justamente a suportar campanhas de bombardeio e preservar a capacidade de resposta do país.
Especialistas militares consultados pelas avaliações afirmam que a destruição total desse tipo de estrutura exige ataques repetidos com grande volume de munições especializadas. Mesmo após bombardeios diretos, complexos subterrâneos podem continuar parcialmente funcionais ou voltar a operar após reparos realizados em curto prazo.
Os documentos analisados indicam ainda que o Irã conseguiu restaurar setores danificados da infraestrutura de lançamento e manter a produção de mísseis durante a ofensiva militar estadunidense. A manutenção dessa capacidade dificultou os objetivos de Washington de reduzir o alcance operacional iraniano no Oriente Médio.
As novas conclusões intensificaram discussões dentro do aparato militar estadunidense sobre estoques estratégicos, planejamento industrial e capacidade de sustentação de guerras prolongadas. Oficiais ligados ao planejamento de defesa avaliam que crises simultâneas no Oriente Médio e na Ásia podem pressionar a estrutura militar dos Estados Unidos além da capacidade de reposição de armamentos.
O episódio também ampliou o debate interno em Washington sobre prioridades estratégicas do imperialismo estadunidense, enquanto o Pentágono tenta equilibrar operações contra o Irã com preparativos militares voltados para o Pacífico e para a contenção da China.
Segundo as avaliações citadas pela Pravda.ru, setores militares estadunidenses defendem agora acelerar programas de expansão da produção de bombas antibunker, mísseis de longo alcance e sistemas de ataque utilizados em confrontos de grande escala.



































