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Prisões mais vigiadas: ofensiva para enfraquecer facções e seus chefes

O governo federal apresentou o Programa Brasil Contra o Crime Organizado em 12 de maio de 2026, com foco no reforço do sistema prisional brasileiro e na ampliação de protocolos de segurança máxima em 138 unidades penitenciárias. O eixo “Sistema Prisional Seguro” prevê investimento de R$ 324,1 milhões em ações de inteligência, tecnologia e controle de comunicações dentro dos presídios. O anúncio foi feito em Brasília pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública.


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O programa estabelece a adoção de protocolos de segurança máxima em 138 penitenciárias distribuídas em todas as regiões do país, selecionadas com base em critérios técnicos ligados ao Mapa de Organizações Criminosas e dados da Inteligência Penitenciária nacional. Segundo a apresentação oficial, essas unidades concentram cerca de 158 mil presos, equivalente a 18,7% da população carcerária brasileira, além de aproximadamente 80% das lideranças de facções monitoradas pelas autoridades.


O secretário nacional de Políticas Penais, André de Albuquerque Garcia, afirmou durante o lançamento que o objetivo é impedir a atuação de organizações criminosas a partir do interior das prisões. Ele declarou: “Presídio não deve ser escritório do crime. Presídio deve ser o fim do poder e da influência dos criminosos”. Em outra fala, afirmou: “O combate sério ao crime organizado demanda de todos nós enfrentar a articulação criminosa que se opera dentro das unidades prisionais”.


O plano prevê a instalação de bloqueadores de sinal de celular, operações permanentes de apreensão de aparelhos eletrônicos, armas e drogas, além da modernização tecnológica das unidades. Também inclui a criação do Centro Nacional de Inteligência Penal, sediado em Brasília, e a ampliação de operações como “Mute” e “Modo Avião”, voltadas à interrupção de comunicações ilegais dentro dos presídios.


O programa prevê ainda treinamento da Polícia Penal Federal para atuação nas unidades selecionadas, distribuição de drones e kits de revista eletrônica, além da adoção de medidas para reforço da vigilância interna. O governo federal afirmou que pretende replicar nos estados o modelo do Sistema Penitenciário Federal, criado em 2006, atualmente composto por cinco penitenciárias de segurança máxima sob administração federal.


O Ministério da Justiça e Segurança Pública informou que o conjunto de medidas busca restringir a comunicação entre lideranças criminosas encarceradas e redes externas, com o objetivo de interromper fluxos operacionais atribuídos a organizações criminosas em atividade no país.

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