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Satanás II: conheça o míssil nuclear da Rússia que faz o ocidente tremer

A Rússia realizou um novo teste do míssil balístico intercontinental Sarmat em 12 de maio de 2026, reacendendo debates sobre o equilíbrio estratégico nuclear com os Estados Unidos e a Organização do Tratado do Atlântico Norte. O governo russo declarou que o armamento representa o principal elemento de sua modernização nuclear em curso. O presidente Vladimir Putin afirmou que o sistema deve entrar em operação até o fim do ano.


RS-28 Sarmat. Satan 2 | ARQUIVO
RS-28 Sarmat. Satan 2 | ARQUIVO

O Sarmat, chamado no Ocidente de “Satan II”, foi desenvolvido para substituir os mísseis soviéticos Voyevoda e integra o programa russo de atualização de forças estratégicas iniciado nos anos 2000. Em comunicado do Kremlin, Vladimir Putin declarou: “Este é o sistema de mísseis mais poderoso do mundo”. O armamento é descrito como um míssil balístico intercontinental de combustível líquido com capacidade de transporte de ogivas nucleares e lançamento a partir de silos subterrâneos.


Segundo o governo russo, o Sarmat possui alcance superior a 35 mil quilômetros e capacidade de trajetórias suborbitais, com possibilidade de ataque por diferentes rotas. Moscou afirma que o sistema foi projetado para reduzir a eficácia de sistemas de defesa antimísseis. O desenvolvimento teve início em 2011 e passou por atrasos, com registros de falhas em testes anteriores, incluindo um incidente em 2024 relatado por fontes ocidentais.


O Kremlin sustenta que o míssil pode transportar cargas nucleares com potência superior a modelos ocidentais, enquanto parte das avaliações externas questiona essas declarações. Putin afirmou, segundo comunicado oficial, que “a potência total da carga nuclear transportada supera em mais de quatro vezes a potência de qualquer equivalente ocidental existente”.


O Sarmat integra um conjunto de sistemas estratégicos apresentados pela Rússia nos últimos anos, incluindo o veículo hipersônico Avangard, o míssil Kinzhal, o sistema Oreshnik e o drone submarino Poseidon. O governo russo associa o desenvolvimento dessas armas à decisão dos Estados Unidos de se retirar, em 2002, do tratado de limitação de sistemas de defesa antimísseis. Desde o início do conflito na Ucrânia em 2022, o arsenal nuclear russo passou a ser citado em declarações oficiais em meio à escalada das tensões com países ocidentais.

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