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Relatório aponta que Trump 'considera seriamente' retomar a guerra contra o Irã

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificou as ameaças contra o Irã e passou a considerar a retomada de ataques em grande escala após impasses nas negociações entre Washington e Teerã. Fontes ouvidas pela CNN em 12 de maio afirmaram que a Casa Branca quer utilizar o Paquistão para transmitir ao governo iraniano que “esta é a última chance”. A escalada ocorre dias após violações do cessar-fogo por forças estadunidenses no Estreito de Ormuz e novos confrontos militares entre embarcações iranianas e estadunidenses.


Donald Trump | Foto: Roberto Schmidt - Getty Images
Donald Trump | Foto: Roberto Schmidt - Getty Images

Segundo a CNN, Trump está “cada vez mais frustrado” com o andamento das negociações e considera ampliar operações militares contra a República Islâmica. Autoridades estadunidenses afirmaram ao veículo que o presidente avalia com mais intensidade a retomada dos bombardeios do que nas semanas anteriores.


“Trump está cada vez mais frustrado com a forma como os iranianos estão conduzindo as negociações para pôr fim à guerra… Ele agora considera com mais seriedade a retomada de grandes operações de combate do que nas últimas semanas”, disseram fontes à CNN.

As autoridades também afirmaram que Trump demonstra irritação com o fechamento do Estreito de Ormuz e com divergências internas dentro do governo iraniano. O estreito concentra parte do transporte mundial de petróleo e tornou-se centro de confrontos após operações militares conduzidas por Washington e Israel contra território iraniano.


O relatório da CNN aponta disputas internas dentro da administração estadunidense sobre os próximos passos da ofensiva contra Teerã. Parte do governo defende ampliação dos ataques para pressionar o Irã nas negociações nucleares, enquanto outro setor sustenta a continuidade das conversas diplomáticas.


“Existem diferentes correntes dentro do governo que recomendam caminhos alternativos sobre como proceder. Alguns, incluindo funcionários do Pentágono, defendem uma abordagem mais agressiva para pressionar os iranianos a negociar - incluindo ataques direcionados que enfraqueçam ainda mais a posição de Teerã. Outros, no entanto, ainda insistem em dar uma chance justa à diplomacia”, afirmou a reportagem.

A matéria também informa que Washington passou a demonstrar desconfiança em relação ao papel do Paquistão como interlocutor entre os dois países. Segundo fontes citadas pela CNN, integrantes do governo estadunidense avaliam que Islamabad transmite sinais considerados excessivamente otimistas sobre a posição iraniana nas negociações.


“Os EUA e o Irã estão operando com níveis de tolerância e cronogramas diferentes em suas abordagens às negociações. Teerã resiste à pressão econômica há décadas”, declarou um funcionário regional ouvido pela emissora.

A CNN afirmou que Trump deseja que o Paquistão entregue uma mensagem direta ao governo iraniano indicando que o atual processo diplomático representa “a última chance” antes de nova escalada militar. A divulgação ocorreu horas antes da viagem do presidente estadunidense à China, onde está prevista uma reunião com o presidente Xi Jinping.


“É improvável que uma decisão importante sobre como proceder seja tomada antes da partida do presidente para a China”, disseram fontes da CNN.

No dia 10 de maio, Trump rejeitou a resposta iraniana à proposta de cessar-fogo apresentada por Washington. A negativa ocorreu após conversa telefônica entre o presidente estadunidense e o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, aliado político e militar da Casa Branca na campanha contra o Irã.


Os Estados Unidos mantêm bloqueio naval contra portos iranianos desde o início do cessar-fogo e seguem ameaçando novos ataques aéreos contra o território iraniano. Israel declarou que aguarda autorização de Washington para retomar operações militares contra o Irã.


Dias antes, forças estadunidenses violaram o cessar-fogo ao bombardear áreas costeiras iranianas e atacar embarcações na região do Golfo. Em resposta, forças iranianas atingiram dois navios militares estadunidenses. No dia seguinte, confrontos ocorreram entre forças dos dois países no Estreito de Ormuz.


O porta-voz do Comitê de Política Externa e Segurança Nacional do parlamento iraniano, Ebrahim Rezaei, afirmou no domingo que Teerã responderá a qualquer nova violação militar dos Estados Unidos contra o território iraniano.


Segundo Rezaei, o Irã atacará bases militares e embarcações estadunidenses caso ocorram novas ações militares conduzidas por Washington. O parlamentar declarou que “a contenção chegou ao fim”.


A emissora pública iraniana IRIB informou no domingo que o Líder do Irã, Mojtaba Khamenei, ordenou a continuidade das operações militares contra os Estados Unidos e Israel. Segundo a reportagem, as forças iranianas receberam determinação para manter ações militares diante da possibilidade de novos ataques coordenados entre Washington e Tel Aviv.

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