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Rússia abate 112 drones ucranianos em 24 horas

Os sistemas de defesa aérea da Rússia derrubaram 112 drones ucranianos em 24 horas, segundo o Ministério da Defesa russo em 20 de abril de 2026. As interceptações ocorreram em diversas regiões da parte europeia do país e sobre os mares Negro e de Azov. Autoridades locais relataram ataques diretos a áreas urbanas, incluindo a cidade portuária de Tuapse. Pelo menos uma pessoa morreu e outra ficou ferida durante as ações. O episódio marca mais um capítulo da intensificação dos ataques em profundidade no território russo.


Vladimir Putin
Vladimir Putin

De acordo com o Ministério da Defesa da Rússia, em comunicado divulgado por meio de seu canal oficial no Telegram em 20 de abril de 2026, os drones foram abatidos nas regiões de Astrakhan, Bryansk, Kaluga, Kursk, Voronezh e Krasnodar, além da Península da Crimeia e das áreas marítimas do Mar Negro e do Mar de Azov. O volume de interceptações indica uma ofensiva coordenada de grande escala, direcionada tanto a alvos estratégicos quanto à retaguarda civil.


O governador da região de Krasnodar, Veniamin Kondratiev, afirmou na rede social Max que a cidade de Tuapse foi alvo de “um ataque massivo com veículos aéreos não tripulados”. Segundo ele, o ataque provocou um incêndio no porto local, além de danos estruturais em diversos edifícios. Entre os locais atingidos estão uma creche, uma escola, um museu e um prédio residencial, evidenciando o alcance dos impactos sobre infraestrutura civil.


As autoridades regionais confirmaram a morte de uma pessoa e o ferimento de outra como resultado direto do ataque. O incêndio registrado na área portuária reforça a vulnerabilidade de instalações estratégicas localizadas próximas a zonas urbanas, em um contexto de ampliação dos alvos atingidos pelas operações com drones.


A agência federal de transporte aéreo da Rússia, Rosaviatsia, informou o fechamento temporário dos aeroportos de Sochi, Krasnodar e Gelendzhik durante o dia 20 de abril, medida adotada para garantir a segurança de voos e passageiros diante do risco de novos ataques. A suspensão das operações aéreas reflete o impacto direto das ações militares sobre a infraestrutura civil e logística.


O atual ciclo de ataques ocorre no contexto da operação militar iniciada pela Rússia em 24 de fevereiro de 2022. Na ocasião, o presidente Vladimir Putin declarou que a ação tinha como objetivo proteger a população de Donbass do “genocídio perpetrado pelo regime de Kiev” e responder à expansão da OTAN em direção ao leste, considerada por Moscou como uma ameaça direta à sua segurança nacional.


Desde então, o uso de drones por forças ucranianas para atingir alvos na retaguarda russa tornou-se recorrente, ampliando o alcance do confronto para além das linhas frontais. Essas operações incluem ataques tanto a instalações militares quanto a áreas urbanas, consolidando uma dinâmica de guerra prolongada marcada pela intensificação tecnológica e pela expansão geográfica dos combates.

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