Rússia intercepta 180 drones ucranianos em ataque contra Moscou
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As forças russas anunciaram na madrugada de 18 de junho a interceptação de cerca de 180 drones ucranianos durante uma ofensiva direcionada contra Moscou e sua infraestrutura energética. Parte dos drones conseguiu atingir a Refinaria de Petróleo de Moscou (MNPZ), uma das principais instalações de abastecimento da capital russa. O ataque ocorreu em meio à ampliação das operações contra alvos energéticos localizados em território russo.

O prefeito de Moscou, Sergei Sobyanin, informou que os drones foram detectados nas primeiras horas da manhã e que sistemas de defesa aérea foram acionados para impedir sua aproximação da capital. Em mensagem divulgada por meio de seu canal oficial no Telegram, Sobyanin declarou: “No total, cerca de 180 drones foram abatidos nas proximidades de Moscou. As operações de defesa aérea estão em andamento”.
Segundo as autoridades russas, a ofensiva teve como um dos alvos a Refinaria de Petróleo de Moscou, conhecida pela sigla MNPZ. A instalação está localizada na região sudeste da capital russa, a aproximadamente 15 quilômetros do Kremlin.
Sobyanin afirmou que parte dos drones conseguiu alcançar a refinaria apesar da atuação das defesas aéreas. “As defesas aéreas ainda estão repelindo um ataque massivo. Vários drones conseguiram atingir a MNPZ”, escreveu o prefeito.
A refinaria ocupa posição central no sistema de abastecimento de combustíveis da região de Moscou. Dados citados pelas autoridades indicam que a unidade responde por cerca de 40% da gasolina consumida na região e por aproximadamente 50% da produção regional de diesel.
Além do abastecimento civil, a instalação também fornece combustível de aviação utilizado por estruturas militares russas. O ataque provocou a interrupção das atividades da refinaria, ampliando os impactos da ofensiva sobre a infraestrutura energética do país.
O episódio ocorreu poucos dias após outra ação contra instalações ligadas ao setor de energia russo. A sequência de ataques indica a continuidade das operações voltadas contra estruturas consideradas estratégicas para o funcionamento da economia e da logística militar da Federação Russa.
Desde o início da guerra entre Rússia e Ucrânia, instalações energéticas, refinarias, depósitos de combustível e centros logísticos passaram a ocupar posição central na disputa militar. Moscou acusa Kiev de ampliar operações contra alvos situados longe da linha de frente, enquanto as autoridades ucranianas sustentam que estruturas utilizadas para abastecimento militar constituem objetivos legítimos dentro da campanha militar em curso.
Após o ataque, autoridades russas informaram que os sistemas de defesa aérea permaneceriam mobilizados na região da capital. Também foram anunciadas medidas de proteção para instalações consideradas essenciais em Moscou e em áreas vizinhas.
As operações de monitoramento e defesa continuavam durante a manhã de 18 de junho, segundo informações divulgadas pelas autoridades locais.












































