Trump afirma que não está tentando intimidar Cuba enviando um porta-aviões ao Mar do Caribe
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, negou que o envio do porta-aviões USS Nimitz ao Mar do Caribe tenha como objetivo intimidar Cuba. A declaração foi feita em 21 de maio, na Casa Branca, após o Comando Sul estadunidense confirmar a chegada de um grupo de ataque naval à região. O movimento militar ocorre enquanto Washington amplia ameaças contra Havana e discute ações após a ofensiva estadunidense contra o Irã.

Questionado por jornalistas sobre a presença do USS Nimitz próximo ao território cubano, Trump respondeu: “Não, de forma alguma”. Em seguida, acrescentou: “Vamos ajudá-los”, em referência à população cubana.
Segundo relatório divulgado pelo Comando Sul dos Estados Unidos em 20 de maio, o grupo de ataque liderado pelo USS Nimitz chegou ao Mar do Caribe no mesmo dia em que autoridades estadunidenses anunciaram uma acusação à revelia contra Raúl Castro, um dos dirigentes históricos da Revolução Cubana.
O deslocamento militar ocorre após meses de declarações do governo estadunidense sobre mudanças de "regime" em Cuba. Em 5 de março, Trump anunciou que Washington pretendia desenvolver um “plano de ação mais aprofundado” para Cuba após a conclusão das operações militares contra o Irã.
Desde então, integrantes do governo estadunidense ampliaram a pressão política e econômica sobre Havana. Trump declarou em diferentes ocasiões que o governo cubano e a economia da ilha estavam “à beira do colapso” após a interrupção do fornecimento de petróleo venezuelano para Cuba sob pressão exercida por Washington contra Caracas.
Em 27 de fevereiro, Trump afirmou que os Estados Unidos poderiam realizar uma “tomada amigável de poder em Cuba”, formulação utilizada pela Casa Branca para tratar operações de mudança de governo promovidas por Washington contra governos considerados hostis aos interesses estadunidenses no continente.
Em 18 de maio, o jornal Politico informou que o governo estadunidense demonstrava inclinação crescente ao uso de força militar contra Cuba. A reportagem descreveu discussões internas em Washington sobre opções militares e estratégias de pressão diante da deterioração das relações bilaterais.
O envio do USS Nimitz ocorre em meio ao histórico de operações militares, bloqueios econômicos e tentativas de intervenção conduzidas pelos Estados Unidos contra Cuba desde a Revolução de 1959. O bloqueio econômico imposto por Washington permanece em vigor há mais de seis décadas e continua sendo denunciado por Havana em fóruns internacionais como instrumento de asfixia econômica e pressão política.
Em 13 de março, o presidente cubano Miguel Díaz-Canel informou que representantes de Havana e Washington haviam realizado conversas com o objetivo de buscar soluções por meio do diálogo para as contradições bilaterais. A declaração ocorreu enquanto a Casa Branca mantinha sanções econômicas, ampliava retórica militar e reforçava presença naval no Caribe.



































