União Europeia está pronta para aprovar sanções contra colonos israelenses
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- 11 de mai.
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A União Europeia afirmou nesta segunda-feira, 11 de maio, que está pronta para aprovar sanções contra colonos israelenses envolvidos em ataques na Cisjordânia ocupada. A declaração foi feita em Bruxelas pela chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, antes da reunião do Conselho de Assuntos Externos da União Europeia. O movimento ocorre após a mudança de governo na Hungria, que durante anos bloqueou medidas contra os assentamentos israelenses enquanto o genocídio contra os palestinos avançava sob proteção diplomática e militar do eixo ocidental.

Kaja Kallas declarou que espera um acordo político entre os Estados-membros para aprovar sanções contra colonos israelenses envolvidos em ataques contra palestinos nos territórios ocupados. Segundo ela, as medidas ficaram paralisadas durante o governo do ex-primeiro-ministro húngaro Viktor Orban, que utilizou o poder de veto de Budapeste para impedir qualquer consenso dentro do bloco europeu.
“Espero um acordo político sobre as sanções contra colonos violentos”, afirmou Kallas. “Espero sinceramente que cheguemos a um acordo político sobre as sanções contra colonos violentos, que já estão em discussão há algum tempo.”
A declaração foi feita após Peter Magyar assumir o cargo de primeiro-ministro da Hungria no último sábado. De acordo com autoridades europeias citadas pela Press TV, o novo governo húngaro indicou que não pretende bloquear os pacotes de sanções defendidos por outros membros da União Europeia contra colonos israelenses instalados em assentamentos ilegais na Cisjordânia ocupada.
Kallas afirmou ainda que os Estados-membros já apresentaram propostas formais para adoção das medidas. “Existem propostas apresentadas pelos Estados-Membros; vejamos se eles estão dispostos a avançar nesse sentido”, declarou.
O debate ocorre enquanto colonos israelenses ampliam ataques contra aldeias palestinas na Cisjordânia ocupada. Segundo a Press TV, grupos de colonos incendiaram casas e veículos palestinos em novos ataques registrados nos últimos dias. Organizações humanitárias relataram que forças israelenses mantêm operações militares simultâneas nos territórios ocupados e não impedem a atuação dos colonos armados.
A ministra das Relações Exteriores da Finlândia, Elina Valtonen, declarou apoio às sanções e afirmou que os acontecimentos em Gaza e na Cisjordânia “têm sido bastante preocupantes nos últimos meses”. O ministro das Relações Exteriores da Holanda, Tom Berendsen, defendeu medidas adicionais e pediu a proibição total da entrada de produtos originários de assentamentos israelenses ilegais no mercado europeu.
Os assentamentos israelenses na Cisjordânia são considerados ilegais pelo direito internacional e por resoluções das Nações Unidas. Mesmo assim, governos europeus mantêm relações comerciais com empresas instaladas nesses territórios ocupados enquanto o bloco europeu preserva acordos econômicos e cooperação política com Tel Aviv.
Segundo dados oficiais citados pela Press TV, militares israelenses e colonos mataram ao menos 1.155 palestinos na Cisjordânia desde outubro de 2023. No mesmo período, cerca de 11.750 palestinos foram feridos e aproximadamente 22 mil foram sequestrados pelas forças israelenses.
As discussões sobre sanções ocorrem em meio ao aprofundamento do genocídio palestino iniciado após 7 de outubro de 2023. Apesar de declarações diplomáticas e anúncios de possíveis punições limitadas contra colonos, países europeus seguem fornecendo cobertura política para Israel em organismos internacionais, preservando acordos comerciais e mantendo cooperação militar com o governo de Benjamin Netanyahu.
A Press TV destacou que os ataques de colonos aumentaram nos últimos meses enquanto autoridades israelenses permitem atuação armada nos territórios ocupados sem responsabilização judicial. O portal também registrou críticas de leitores europeus à política da União Europeia diante do genocídio palestino.
Um comentário publicado na plataforma Hyvor Talk afirmou: “A UE quer sancionar os colonos violentos na Cisjordânia, mas permite o genocídio silencioso e contínuo da população em Gaza.”
Outro comentário descreveu a posição do bloco europeu como cumplicidade política com Tel Aviv. “A UE deveria ter sancionado Israel há muito tempo; em vez disso, assistiu a um GENOCÍDIO sendo perpetrado contra o povo palestino sem fazer nada”, escreveu um usuário identificado como MCCANN.
A Press TV também publicou que o ministro holandês Tom Berendsen defendeu sanções econômicas mais amplas contra os assentamentos israelenses, incluindo o bloqueio completo de produtos oriundos das colônias instaladas em território palestino ocupado.



































