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A Síria rejeita a interferência no Líbano e adia a demarcação da fronteira

O presidente sírio Ahmed Al-Sharaa declarou a rejeição de acusações de interferência nos assuntos internos do Líbano e anunciou o adiamento das negociações sobre a demarcação da fronteira bilateral. A decisão foi comunicada em 14 de junho de 2026, durante encontro político em Damasco com lideranças comunitárias e representantes de áreas rurais. O governo sírio vinculou a medida à continuidade das ações militares israelenses na região.


O presidente sírio Ahmed al-Sharaa, à esquerda, fala com o ex-general do Exército dos EUA David Petraeus durante a Cúpula Anual Concordia em Nova York em 22 de setembro de 2025 ©Andres Kudacki I AP
O presidente sírio Ahmed al-Sharaa, à esquerda, fala com o ex-general do Exército dos EUA David Petraeus durante a Cúpula Anual Concordia em Nova York em 22 de setembro de 2025 ©Andres Kudacki I AP

Damasco sediou a reunião em que Al-Sharaa afirmou que o território libanês atravessa uma situação ligada à guerra e às operações militares atribuídas a Israel. O presidente sírio declarou que essas ações afetam a estabilidade regional e interferem em mecanismos de cooperação nas áreas fronteiriças entre os dois países.


Ahmed Al-Sharaa afirmou que a demarcação de fronteiras entre Síria e Líbano permanece em aberto desde a formação administrativa do Estado libanês moderno. Ele classificou o tema como questão técnica vinculada à necessidade de condições sem operações militares em curso.


Durante o encontro, o governo sírio registrou que a disputa em torno das Fazendas de Shebaa permanece sem definição territorial final, com áreas sob controle militar israelense. O debate inclui divergências sobre o estatuto jurídico do território e sobreposição de reivindicações administrativas na região.


O presidente sírio declarou que o histórico das relações bilaterais inclui intervenções recíprocas e afirmou que o governo atual mantém posição de cooperação baseada em autodeterminação e benefício mútuo entre os dois Estados.


A agenda bilateral mencionada pelo governo sírio inclui prioridades econômicas e projetos de infraestrutura, com foco em comércio e integração entre regiões fronteiriças. O governo indicou que a instabilidade regional afeta a implementação desses mecanismos.


O tema dos refugiados sírios no Líbano foi incluído na pauta, com registro de aproximadamente 1.400.000 pessoas deslocadas em território libanês. O governo sírio indicou que a gestão desse contingente faz parte das discussões entre os dois países.


Al-Sharaa afirmou que a continuidade da cooperação depende de condições de segurança regional e mencionou a necessidade de interromper interferências externas nos processos políticos e econômicos do Oriente Médio.

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