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Trump: Israel deveria agradecer aos EUA por protegê-lo do Irã

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu deveria demonstrar gratidão a Washington após a conclusão de um memorando de entendimento entre Estados Unidos e Irã para encerrar a guerra iniciada há quase 110 dias. As declarações foram feitas após o anúncio do acordo que será oficialmente assinado na Suíça na próxima sexta-feira. O entendimento foi apresentado por Washington e Teerã como o instrumento que formaliza o fim das operações militares e estabelece novas bases para as negociações sobre o programa nuclear iraniano.


Trump e Netanyahu ©WHITE HOUSE
Trump e Netanyahu ©WHITE HOUSE

Em declarações reproduzidas pelo jornal The New York Times, Trump classificou o memorando concluído no domingo como um grande acordo e afirmou que governos estadunidenses anteriores não conseguiram alcançar um entendimento semelhante com a República Islâmica do Irã.


O presidente estadunidense declarou que os termos finais ainda estão sendo ajustados pelas partes envolvidas. Entre os temas que permanecem em negociação está a possibilidade de o Irã interromper o enriquecimento de urânio por um período entre 15 e 20 anos.


Segundo Trump, uma das disposições discutidas prevê que o programa nuclear iraniano permaneça limitado ao enriquecimento de urânio em níveis baixos. O presidente estadunidense afirmou que esse nível de enriquecimento "nunca teria uso militar".


Ao comentar sua relação com Benjamin Netanyahu, Trump reconheceu divergências com o dirigente israelense e afirmou que o primeiro-ministro deveria reconhecer o papel desempenhado pelos Estados Unidos durante a guerra.


“Netanyahu é uma pessoa muito difícil”, declarou Trump. Em seguida, acrescentou que “se o Irã tivesse obtido armas nucleares, Israel não teria durado duas horas”.


O acordo foi finalizado na noite de domingo, após semanas de negociações que sucederam o cessar-fogo alcançado no início de abril. O entendimento surge cerca de 110 dias depois do início da ofensiva militar conduzida por Estados Unidos e Israel contra a República Islâmica do Irã.


Mesmo após a entrada em vigor do cessar-fogo, episódios de tensão continuaram sendo registrados. De acordo com informações divulgadas pelas partes envolvidas nas negociações, ocorreram ações classificadas como terrorismo marítimo e ataques contra o Líbano durante o período posterior à suspensão das hostilidades diretas.


O Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã divulgou comunicado após a conclusão do acordo. No documento, o órgão afirmou que os resultados obtidos refletem a superioridade iraniana diante do que descreveu como o eixo americano-sionista durante o período de confrontação.


Autoridades iranianas sustentaram durante todo o processo de negociação que qualquer entendimento destinado a encerrar a guerra deveria abranger todas as frentes militares abertas durante o confronto e garantir os interesses nacionais do país.


De acordo com os termos divulgados até o momento, o acordo estabelece a interrupção de todas as operações militares relacionadas à guerra. As disposições também incluem o encerramento das ações realizadas no território libanês e a suspensão do bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos contra o Irã.


O memorando deverá ser assinado oficialmente na Suíça na próxima sexta-feira por representantes dos governos envolvidos nas negociações.

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