Fragmentos de Izmir: Memórias de uma cidade da Turquia de outros tempos
- Lucas Siqueira

- 14 de jan. de 2023
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Um pouco mais cedo, enquanto andávamos o mais lentamente possível por entre as estátuas, bustos e outros artefatos do período helenístico (330 – 30 a.C.) e romano (30 a.C. – 395 d.C.) do Museu de Arqueologia e Etnografia, encontramos a impressionante estátua de mármore de Androklos, na verdade, fragmentos dela.

Os pedaços da estátua de Androklos descrevem a Turquia de outros tempos. Antes de fugir da Grécia, Androklos consultou o oráculo de Delfos, que profetizou ao guerreiro que este deveria navegar até que um peixe e um javali mostrassem o local onde parar e se estabelecer. Androklos navegou com seus guerreiros. Chegando a Anatólia, enquanto pescadores preparavam o almoço, um peixe em chamas saiu do fogo e incendiou alguns arbustos; assustado pelo fogo um javali surgiu das chamas. Considerando cumprida a profecia, Androklos estabeleceu-se ali e fundou a cidade de Éfeso.
Assim como os fragmentos de uma estátua preservam a história e estórias de uma cidade que já não existe mais, os fragmentos de lembranças que mantivermos de Izmir nos ajudarão a lembrar de coisas que não poderemos mais viver quando voltarmos para casa; sendo assim, vale preservar o máximo possível.



































