Carluxo dá chilique nas redes e diz que “a direita” não divulga o irmão Flávio Bolsonaro
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O vereador Carlos Bolsonaro, do PL do Rio de Janeiro, tornou público um desabafo nas redes sociais no qual questiona a falta de engajamento de lideranças e militantes da direita em torno da pré-candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro. Em sua publicação, ele afirma estar realizando um levantamento interno sobre a mobilização política dentro do próprio campo bolsonarista. O vereador classificou como “estarrecedor” o baixo nível de apoio público ao nome de seu irmão, especialmente em redes sociais. Segundo ele, prefeitos, vereadores e dirigentes locais do Partido Liberal não estariam se manifestando de forma consistente. Carlos Bolsonaro também sinalizou que pretende levar suas críticas à executiva partidária.

O desabafo foi publicado em meio ao avanço das articulações eleitorais dentro do campo da direita brasileira, onde Flávio Bolsonaro surge como um dos nomes cotados para disputas presidenciais futuras. Carlos afirmou que, de acordo com seu levantamento, a maioria das lideranças locais não teria publicado qualquer conteúdo de apoio à pré-candidatura nos últimos quatro meses, período que ele associa ao início da corrida eleitoral. “É estarrecedor perceber que a esmagadora maioria não tem sequer uma postagem sobre o tema há mais de 4 meses iniciadas a corrida eleitoral”, escreveu.
No texto, o vereador indica que a ausência de mobilização compromete diretamente qualquer projeto eleitoral competitivo. Ele defende que a construção política exige comunicação constante e engajamento ativo das bases. “Quem quer vencer precisa agir, comunicar e vestir a camisa”, afirmou, ao cobrar manifestações públicas mais frequentes de aliados políticos e dirigentes partidários.
Carlos Bolsonaro também ampliou suas críticas ao mencionar integrantes da direita que, segundo ele, ignorariam tanto a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro quanto o cenário político nacional envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros nomes que ele descreve como “presos políticos”. O vereador afirmou que há setores que não estariam dando atenção suficiente à conjuntura política, o que, em sua avaliação, enfraquece o campo bolsonarista como força organizada.
Em tom de alerta político, ele sugeriu ainda que o ambiente eleitoral sob o governo Lula poderia estar sujeito a distorções, sem apresentar evidências concretas para essa afirmação. Carlos reconheceu que sua postura pode gerar desgaste interno, mencionando possível perda de apoio dentro do próprio campo político. “Sei que pessoalmente não ganho nada com isso, pelo contrário, gerarei ‘revolta’ e até possível ‘perda de apoio’ por parte de alguns”.
Na mesma publicação, ele exaltou a militância digital bolsonarista, citando a atuação de apoiadores populares nas redes sociais e em grupos de mensagens como elemento central da sustentação política do movimento. Carlos também convocou simpatizantes a pressionarem lideranças locais para ampliar a visibilidade da pré-candidatura. “Se os senhores também perceberem isso na sua cidade, estado e em outros locais, cobrem e exponham respeitosamente”, orientou.
O vereador ainda tentou enquadrar suas críticas como um esforço de coesão interna, embora o conteúdo do texto evidencie tensões no campo da direita brasileira em torno de estratégias eleitorais e definição de lideranças. “Isso não é divisão, é busca por união e coerência. O resto é narrativa de quem não merece seu apoio ou simplesmente está dormindo no ponto”, afirmou.
Ao final da publicação, Carlos Bolsonaro reforçou um discurso de mobilização política voltado à base bolsonarista, apelando à ideia de continuidade do projeto político de seu grupo familiar e partidário. “Seguimos, pois temos um Brasil para ajudar a salvar! Não é por mim, mas por nossos filhos e netos!”, concluiu.


































