Com apoio da Sociedade Brasileira de Pediatria, Angola avança em nova etapa do Programa de Reanimação Neonatal
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Profissionais de saúde de Angola chegaram ao Brasil para participar do 10º Simpósio Internacional de Reanimação Neonatal, realizado entre 28 e 30 de maio em Foz do Iguaçu, no Paraná. A atividade integra uma cooperação entre os governos de Angola e do Brasil voltada à formação de recursos humanos na área da saúde, com financiamento do Banco Mundial. A iniciativa busca expandir a capacitação de médicos e enfermeiros angolanos e fortalecer a assistência neonatal no país africano.

A nova etapa do Programa de Reanimação Neonatal de Angola conta com apoio da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e reúne profissionais oriundos de diferentes unidades hospitalares angolanas. Antes do início da programação oficial do simpósio, os integrantes da delegação participaram, em 27 de maio, de uma reunião com instrutores do Programa de Reanimação Neonatal da Sociedade Brasileira de Pediatria (PRN/SBP).
A missão foi organizada no âmbito do Programa de Formação de Recursos Humanos em Saúde, mecanismo de cooperação firmado entre Angola e Brasil. O projeto recebe financiamento do Banco Mundial e inclui ações de treinamento, intercâmbio técnico e transferência de conhecimento voltadas para a área neonatal.
O Programa de Reanimação Neonatal da SBP integra as atividades desenvolvidas no acordo de cooperação e atua no processo de implementação do Programa de Reanimação Neonatal de Angola. A iniciativa foi implantada em território angolano em 2025 e passou a estruturar ações de formação voltadas às equipes médicas e de enfermagem responsáveis pelo atendimento de recém-nascidos.
O presidente da Sociedade Brasileira de Pediatria, Edson Liberal, afirmou que a presença da delegação no simpósio representa uma etapa do processo iniciado no ano anterior. Segundo ele, a cooperação técnica entre Angola e Brasil já resultou na capacitação de dezenas de profissionais angolanos em procedimentos de assistência neonatal.
“A iniciativa, efetivada por meio da Cooperação Técnica Angola–Brasil, já permitiu formar dezenas de profissionais angolanos em técnicas avançadas de assistência neonatal, reforçando as capacidades clínicas das maternidades e unidades neonatais do país”, declarou.
A delegação deixou Angola em 24 de maio e reúne médicos e enfermeiros vinculados a diversas instituições hospitalares. Durante o simpósio, os participantes tiveram acesso às novas diretrizes internacionais do Programa de Reanimação Neonatal da SBP para o período de 2026 a 2030.
As diretrizes apresentadas durante o encontro foram elaboradas com base em evidências científicas internacionais e seguem recomendações do Comitê Internacional de Reanimação (ILCOR). A programação científica incluiu debates e conferências sobre ventilação neonatal, monitorização cardíaca, inovação tecnológica em salas de parto, estabilização após procedimentos de reanimação, protocolos internacionais de emergência neonatal e questões relacionadas à tomada de decisão em situações clínicas.
A coordenadora da ação no contexto do Programa de Reanimação Neonatal da SBP, Marcela Damásio, afirmou que a cooperação internacional permite ampliar a formação continuada dos profissionais e contribui para a manutenção do programa em Angola.
“É um passo importante na estruturação do Programa angolano, promovendo autonomia dos profissionais de saúde, e contribuirá para responder aos desafios da mortalidade neonatal no país”, declarou.
A ministra da Saúde de Angola, Sílvia Lutucuta, também destacou a continuidade das parcerias entre instituições dos dois países. Segundo a ministra, a cooperação busca ampliar a formação técnica das equipes de saúde e fortalecer políticas voltadas ao atendimento neonatal.
“Nosso intuito é o desenvolvimento da saúde pública e de proteção da vida desde os primeiros minutos de nascimento. Nesse sentido, a cooperação entre Angola e Brasil tem produzido resultados concretos na capacitação técnica das equipas médicas e de enfermagem”, afirmou.
Além da participação no 10º Simpósio Internacional de Reanimação Neonatal, a missão Angola–Brasil inclui visitas técnicas, workshops, encontros institucionais e atividades de consolidação científica envolvendo especialistas brasileiros e profissionais de saúde angolanos.



































