Dedo no gatilho: IRCG pronto para responder qualquer agressão
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O Exército iraniano e o Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica declararam nesta sexta-feira, 17 de abril de 2026, estar em estado de prontidão total para responder a qualquer agressão. A afirmação foi feita em comunicado oficial divulgado por ocasião do Dia do Exército da República Islâmica do Irã. O documento enfatiza que as forças armadas iranianas mantêm “o dedo no gatilho” diante de ameaças externas. A declaração ocorre após a escalada militar iniciada em 28 de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra o território iraniano. Segundo autoridades iranianas, essas ações incluíram assassinatos seletivos, bombardeios a instalações nucleares e ataques a infraestruturas civis.

O comunicado do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica destaca que a memória histórica da Revolução Islâmica evidencia o papel central do Exército na defesa da soberania nacional, atuando em coordenação com outras forças armadas como “um braço unido e poderoso do povo iraniano contra os inimigos”. A nota ressalta que tentativas anteriores de invasão por terra e mar, assim como planos de ocupação de ilhas iranianas no Golfo Pérsico, fracassaram, demonstrando que qualquer nova agressão será respondida com “golpes severos e humilhantes”.
A declaração inclui uma crítica direta à política externa estadunidense e israelense, afirmando que “os Estados Unidos e Israel levarão para o túmulo seu desejo de subjugar os iranianos”. O texto associa a recente escalada militar ao que descreve como uma “agressão israelense-estadunidense” durante o período do Ramadã, destacando o fortalecimento da defesa aérea iraniana, o uso de drones e as operações navais no mar de Omã como evidências da capacidade operacional do país.
O comando militar iraniano também classificou como “ato injusto e criminoso” o ataque ao navio da Marinha iraniana “Dena”, atribuído aos Estados Unidos e seus aliados. Segundo o comunicado, as forças navais do Exército e do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica “buscarão vingança no momento apropriado”, indicando que a resposta iraniana poderá ocorrer de forma estratégica e calculada.
Em paralelo, o comandante-chefe do Exército iraniano, general de divisão Amir Hatami, afirmou que as forças armadas estão preparadas para enfrentar qualquer cenário de confronto. “Com uma determinação firme, olhos vigilantes, uma vontade de ferro e as mãos no gatilho, estamos preparados para enfrentar qualquer ameaça e agressão dos inimigos, e permaneceremos fiéis ao nosso compromisso até o último suspiro”, declarou.
Já o comandante da Força Terrestre, general de brigada Ali Yahanshahi, destacou que suas tropas possuem capacidade operacional, equipamentos modernos e pessoal qualificado para responder a ameaças terrestres. Ele também relembrou o papel do Exército na vitória da Revolução Islâmica de 1979, ao atender ao chamado do Imam Khomeini e alinhar-se ao povo iraniano.
Segundo autoridades iranianas, desde a Revolução Islâmica, há 47 anos, o Exército tem desempenhado papel contínuo na defesa do país, especialmente diante das guerras impostas e das pressões externas. Esse histórico é frequentemente mobilizado como elemento de legitimidade diante da atual escalada com potências ocidentais.
A ofensiva militar iniciada em 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e Israel marcou um novo capítulo de confrontação direta, incluindo ataques a escolas, hospitais e infraestruturas civis, conforme denunciado por Teerã. Em resposta, as Forças Armadas iranianas lançaram imediatamente uma série de ataques com mísseis e drones contra bases militares estadunidenses na região e alvos nos territórios ocupados por Israel.
Essas operações foram conduzidas no âmbito da operação “Promessa Verdadeira 4”, que, segundo fontes iranianas, incluiu 100 ondas de ataques de retaliação. As ações teriam causado perdas significativas em termos militares e humanos aos Estados Unidos e a Israel, forçando os dois países a solicitarem um cessar-fogo temporário de duas semanas para negociar o fim das hostilidades com base em uma proposta iraniana de dez pontos.
Após a centésima onda de ataques, autoridades iranianas alertaram que qualquer novo erro por parte dos adversários poderá desencadear uma resposta ainda mais intensa, sinalizando que o conflito permanece aberto e condicionado à dinâmica das ações militares e políticas no terreno.



































