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Demissões em massa e greves estaduais intensificam 'crise Milei' na Argentina

A empresa Tenaris Siat, subsidiária do grupo metalúrgico Techint controlado pela família Rocca, anunciou a demissão de 150 trabalhadores na fábrica de Valentín Alsina, no município de Lanús, na região metropolitana de Buenos Aires. A medida ocorre em meio ao avanço do desmonte do setor produtivo e ao congelamento salarial que afeta diferentes categorias na Argentina. O Sindicato dos Metalúrgicos convocou assembleias para definir medidas diante das demissões.


Javier Milei
Javier Milei

A Tenaris Siat atua na produção de tubos industriais e integra um dos principais conglomerados industriais do país. O anúncio das demissões atinge trabalhadores da unidade localizada na área metropolitana de Buenos Aires, região associada à cadeia metalúrgica e à indústria pesada argentina. A decisão ocorre no contexto do programa econômico implementado pelo governo de Javier Milei, marcado por privatizações e redução do papel do Estado na indústria.


O Sindicato dos Metalúrgicos da Argentina informou a convocação de reuniões internas para organizar respostas às demissões e tratar da manutenção dos postos de trabalho. A organização sindical relaciona o avanço das demissões à retração da atividade industrial e à perda de poder de compra dos salários.


Na província de Santa Cruz, a crise trabalhista se estende a diferentes setores do funcionalismo público. A disputa salarial envolvendo trabalhadores do governo provincial evoluiu para paralisações que alcançam educação, saúde e administração pública, com adesão de parte das forças de segurança provinciais. As mobilizações ocorrem em frente à sede do governo provincial e bloqueiam vias urbanas.


Professores, funcionários públicos e integrantes das forças de segurança reivindicam recomposição salarial após períodos sem reajustes desde setembro do ano anterior. Sindicatos afirmam que o congelamento salarial ocorre enquanto a inflação altera preços de alimentos, aluguel, combustível, medicamentos e serviços públicos como gás, eletricidade, água e telecomunicações.


O governo argentino anunciou aumento de tarifas reguladas para julho, incluindo serviços públicos essenciais. A decisão ocorre no mesmo período de expansão das mobilizações em diferentes províncias e de paralisações em setores do serviço público.

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