Segundo Congresso sobre a Proteção do Patrimônio Cultural foi inaugurado em Cuba
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O Segundo Congresso Internacional sobre a Proteção do Patrimônio Cultural foi aberto em Havana com participação de representantes de Cuba e de outros países para debater políticas de preservação do patrimônio material e imaterial. Durante a abertura, autoridades cubanas relacionaram o encontro à defesa da memória histórica e às dificuldades enfrentadas pelo país para manter ações de conservação em meio ao bloqueio econômico imposto pelos Estados Unidos. O evento também marca o 65º aniversário do discurso "Palavras aos Intelectuais", pronunciado por Fidel Castro em 1961.

Na cerimônia de abertura, a presidente do congresso recordou que a realização do encontro coincide com os 65 anos de "Palavras aos Intelectuais", pronunciamento de Fidel Castro (1926–2016) considerado pelo governo cubano um marco da política cultural da Revolução. Ela afirmou que o discurso estabeleceu a cultura como "o bem mais precioso" da nação e declarou que o congresso integra esse legado ao promover debates sobre preservação do patrimônio cultural.
O congresso ocorre durante três dias no teatro do Museu Nacional de Belas Artes, localizado no centro histórico de Havana. A programação reúne participantes de forma presencial e virtual, com especialistas provenientes do Peru, Chile, Colômbia, Argentina, México, Itália e Portugal.
Durante sua intervenção, a dirigente também destacou o 25º aniversário da Convenção sobre a Proteção do Patrimônio Cultural Subaquático. Ao abordar o tema, definiu esse patrimônio como "aquele tesouro escondido e protegido sob as águas, que guarda séculos de história compartilhada".
Em seu pronunciamento, ela afirmou que a preservação do patrimônio cultural cubano enfrenta obstáculos em razão do bloqueio econômico imposto pelos Estados Unidos. Segundo a representante, o reforço dessas medidas desde janeiro, acompanhado pelo embargo ao petróleo adotado pelo atual governo estadunidense, reduz a capacidade do país de proteger, restaurar e promover seu patrimônio cultural e, em suas palavras, busca "apagar nossa memória".
A representante apresentou dados sobre o patrimônio cultural cubano e informou que Cuba possui nove sítios reconhecidos como Patrimônio Mundial, oito manifestações inscritas como patrimônio cultural imaterial, 282 monumentos nacionais e 246 sítios históricos oficialmente reconhecidos.
As atividades acadêmicas começaram com a conferência do diretor-geral do Centro Regional para a Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial da América Latina (Crespial), Owan Lay González. Em sua apresentação, o dirigente tratou da utilização dos direitos culturais e de sua aplicação na proteção do patrimônio cultural imaterial.
A programação também incluiu atividades relacionadas à Convenção sobre a Proteção do Patrimônio Cultural Subaquático. Os trabalhos dessa área são coordenados por Vicente González, diretor do Centro de Gestão do Patrimônio Cultural Subaquático, sediado em Santiago de Cuba.
Entre as atividades previstas está uma homenagem ao Conjunto Folclórico Nacional de Cuba. Os organizadores informaram que o reconhecimento será concedido pelos ensinamentos, conhecimentos e práticas transmitidos ao Patrimônio Cultural da Nação, em uma declaração concedida sob condição de excepcionalidade.
Os participantes também poderão realizar visitas ao Museu Nacional da Música, ao Convento de Santa Clara e aos edifícios dedicados à Arte Cubana e à Arte Universal do Museu Nacional de Belas Artes, todos localizados no centro histórico de Havana.
O programa do congresso inclui seminários dedicados ao Patrimônio Mundial, à preservação de monumentos, às coleções anatômicas e à museologia.












































