Dinamarca promete defender todas as casas na Groenlândia enquanto Trump renova a tentativa dos EUA de controlar o país
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A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, afirmou que o país está preparado para defender “cada centímetro” do território da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), incluindo a Groenlândia. A declaração ocorreu após novas manifestações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defendendo que a ilha deveria ficar sob controle estadunidense. Copenhague reafirmou que o território groenlandês não está disponível para negociação e que sua soberania deve ser respeitada.

“Estamos preparados para defender cada centímetro do território da OTAN, incluindo o nosso próprio território”, declarou Frederiksen, segundo informações divulgadas pela CNBC.
A primeira-ministra dinamarquesa afirmou que a posição do governo permanece inalterada em relação à Groenlândia. “A Groenlândia, obviamente, não está à venda”, disse. Frederiksen também declarou que a Dinamarca espera que seus aliados respeitem o direito dos habitantes da ilha à autodeterminação, além da integridade territorial e da soberania do Reino da Dinamarca.
A disputa diplomática ganhou novo capítulo após Trump voltar a defender publicamente a incorporação da Groenlândia aos Estados Unidos. O presidente estadunidense apresentou pela primeira vez a ideia de adquirir a ilha durante seu primeiro mandato e, após retornar à Casa Branca, voltou a afirmar que o território deveria estar sob controle de Washington.
Os governos da Dinamarca e da Groenlândia rejeitaram a proposta em diferentes ocasiões, afirmando que a ilha possui autonomia política e que qualquer decisão sobre seu futuro deve considerar a vontade de sua população.
Em declaração ao lado do secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, Trump afirmou novamente que os Estados Unidos precisam controlar a Groenlândia “para proteger o mundo inteiro”, e não apenas os interesses estadunidenses.
A Groenlândia integra o Reino da Dinamarca, mas possui governo autônomo desde 1979, com ampliação de seus poderes administrativos em 2009. A ilha ocupa uma posição estratégica no Ártico, região marcada por disputas envolvendo rotas marítimas, recursos naturais e presença militar de diferentes países.
A posição dinamarquesa ocorre dentro do debate sobre a segurança do Ártico e sobre o papel da OTAN na região, enquanto Washington mantém interesse na área por sua localização geográfica entre América do Norte, Europa e Rússia.












































