Nova vacina no SUS reforça combate à pneumonia e à meningite infantil
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O Ministério da Saúde iniciou a oferta da vacina pneumocócica conjugada 20-valente, conhecida como Pneumo 20, no Sistema Único de Saúde (SUS), substituindo o imunizante 10-valente utilizado anteriormente no calendário nacional. A mudança amplia a cobertura contra diferentes tipos da bactéria pneumococo, responsável por doenças como pneumonia, meningite e infecções invasivas. A nova vacina passa a integrar a Política Nacional de Imunização (PNI) com distribuição gratuita para grupos definidos pelo programa.

A inclusão da Pneumo 20 amplia a resposta do sistema público de saúde brasileiro na prevenção de doenças que atingem principalmente crianças pequenas e outros grupos vulneráveis. O Ministério da Saúde informou que mais de 570 mil doses já foram encaminhadas aos estados desde maio e que a previsão é distribuir mais de 6,1 milhões de unidades até o fim de 2026.
A substituição da vacina anterior ocorre após a adoção de um imunizante com proteção contra o dobro de sorotipos da bactéria pneumococo, incluindo variantes associadas a casos graves registrados no país.
Segundo o Ministério da Saúde, a Pneumo 20 protege contra 20 sorotipos do pneumococo, enquanto a antiga Pneumo 10 abrangia dez tipos da bactéria. A ampliação da cobertura inclui sorotipos como 3, 6A e 19A, que estão entre os responsáveis por quadros graves de doença pneumocócica no Brasil.
Dados da pasta indicam que a proteção contra esses três sorotipos passou de 3% para 77% com a adoção do novo imunizante entre crianças menores de cinco anos. A vacina reduz o risco de pneumonia, meningite, infecção generalizada no sangue e otite média, uma condição comum na infância que pode provocar perda auditiva quando não recebe tratamento adequado.
O Ministério da Saúde estabeleceu que crianças menores de cinco anos que ainda não completaram o esquema vacinal poderão receber a Pneumo 20 nas unidades básicas de saúde de todo o território nacional. O calendário para recém-nascidos permanece com aplicação aos dois e quatro meses de idade, seguida de uma dose de reforço aos 12 meses.
Além das crianças pequenas, a estratégia de vacinação contempla crianças a partir de dois anos com condições clínicas específicas, idosos institucionalizados com 60 anos ou mais e povos indígenas a partir de cinco anos sem histórico vacinal registrado.
Nos grupos indicados pelo Programa Nacional de Imunizações, a aplicação ocorre conforme os critérios definidos pelo Ministério da Saúde, incluindo dose única para determinados públicos.
A ampliação da vacinação ocorre em um cenário de registros de doenças pneumocócicas no país. Entre 2023 e 2025, o Brasil contabilizou cerca de 4,6 mil casos de meningite pneumocócica, com aproximadamente 1,4 mil mortes, de acordo com dados apresentados pelo Ministério da Saúde.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica a doença pneumocócica como uma das principais causas de mortes infantis entre enfermidades que podem ser prevenidas por vacinação. Com a chegada da Pneumo 20 ao SUS, o governo federal estima imunizar cerca de 2,4 milhões de bebês por ano.
A nova vacina será implantada gradualmente enquanto os estoques da Pneumo 10 forem substituídos na rede pública. O acompanhamento do histórico de vacinação pode ser realizado pela Caderneta Digital de Saúde da Criança, disponível no aplicativo Meu SUS Digital.












































