Diretor do ICE deixa o cargo após 13 meses de violência, morte e repressão
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O diretor do Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas dos Estados Unidos, Todd Lyons, deixará o cargo após 13 meses à frente da agência. A saída foi confirmada em 16 de abril de 2026 pelo secretário de Segurança Interna, Marwayne Mullin. Lyons permanecerá no posto até 31 de maio, sem que tenha sido anunciado um substituto. Sua gestão esteve diretamente associada à política anti-imigração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O período foi marcado por denúncias de operações violentas e mortes durante ações federais.

Todd Lyons foi nomeado diretor interino do ICE em março de 2025 e desempenhou papel central na execução das diretrizes migratórias do governo estadunidense. Segundo declaração oficial de Marwayne Mullin, Lyons foi uma “peça importante” na condução da política anti-imigração da atual administração, sendo elogiado como “um grande líder” no comunicado que confirmou sua saída e desejou sucesso em “suas próximas oportunidades no setor privado”.
A ausência de explicações formais para a saída do diretor ocorre em meio a um histórico recente de críticas à atuação do ICE, especialmente em relação a operações classificadas como brutais contra imigrantes. A agência federal, responsável por detenções, deportações e fiscalização migratória, intensificou ações sob a gestão Lyons, ampliando a repressão interna em consonância com a agenda política da Casa Branca.
Entre os episódios mais graves associados à atuação do ICE durante esse período estão as mortes de dois cidadãos estadunidenses, Renée Good e Alex Pretti, baleados por agentes federais durante protestos em Minneapolis no início de 2026. Os dois participavam de manifestações contra políticas migratórias quando foram atingidos, evidenciando a escalada do uso da força por parte das autoridades federais em território doméstico.
Os casos de Minneapolis se tornaram símbolos da militarização crescente das agências de imigração e segurança interna dos Estados Unidos, que, sob a administração de Donald Trump, ampliaram suas operações para além do controle de fronteiras, atingindo diretamente movimentos sociais e protestos civis. A gestão de Lyons se consolidou nesse cenário como parte de uma engrenagem repressiva mais ampla, vinculada a uma política de endurecimento migratório que articula segurança interna, controle social e projeção de poder estatal sobre populações vulneráveis.
Apesar da repercussão dos episódios e das denúncias acumuladas, o Departamento de Segurança Interna não apresentou justificativas públicas para a saída de Lyons nem indicou mudanças na condução das operações do ICE, mantendo indefinido o comando da agência responsável por uma das frentes mais controversas da política doméstica estadunidense.



































