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Handala assume o controle de servidores da maior empresa de computação em nuvem de Israel

O grupo cibernético Handala anunciou ter invadido a principal empresa israelense de serviços em nuvem, a GNS. Segundo comunicado do próprio coletivo, a operação resultou no controle de mais de 112.000 servidores e dispositivos. O grupo afirma ter obtido acesso completo às camadas operacionais e administrativas da empresa. A informação foi divulgada pelo próprio Handala em comunicado público.


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De acordo com o comunicado, o coletivo pró-Resistência declarou ter alcançado “acesso total a todas as camadas operacionais e gerenciais” da GNS, considerada o maior provedor de serviços em nuvem do regime israelense. A operação, segundo os próprios hackers, expôs falhas estruturais críticas na segurança digital da empresa, incluindo armazenamento inadequado de credenciais sensíveis. O grupo afirmou que todas as senhas de máquinas virtuais e servidores de clientes estavam “vergonhosamente armazenadas em texto simples”, permitindo sua extração e arquivamento sem obstáculos técnicos relevantes.


Ainda segundo o Handala, mais de 112.000 dispositivos e servidores foram comprometidos por meio da instalação de acessos ocultos “backdoors”, garantindo controle contínuo sobre a infraestrutura afetada. O grupo declarou que a infiltração provocou o colapso da cadeia de suprimentos digital da GNS, atingindo diretamente bancos, empresas de tecnologia e usuários comuns que dependem da plataforma. A alegação central é de que “nenhum cliente está seguro”, evidenciando o impacto sistêmico da operação sobre a infraestrutura digital israelense.


A ofensiva cibernética se insere em uma campanha mais ampla conduzida pelo Handala desde o início da agressão israelo-estadunidense contra o Irã em 28 de fevereiro. Desde então, o grupo tem intensificado ataques contra alvos estratégicos israelenses, com foco na exposição de dados confidenciais e na desestabilização de sistemas críticos. Entre as ações já reivindicadas, estão a publicação de mapas de usinas de energia como potenciais alvos e a divulgação de documentos sensíveis relacionados à segurança nacional.


Em operações anteriores, o grupo afirmou ter liberado cerca de 100.000 documentos confidenciais vinculados ao Mossad, o serviço de espionagem israelense. Também declarou ter obtido mais de 50.000 e-mails provenientes das comunicações internas de Tamir Heyman, ex-chefe da inteligência militar israelense e atual diretor executivo do Instituto Israelense de Estudos de Segurança Interna. Essas ações indicam uma estratégia coordenada de guerra cibernética voltada à exposição de vulnerabilidades estruturais do aparato estatal israelense e à ampliação do alcance político da resistência digital.

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