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“Hoje, sinto-me como o dono aqui.” Afirma Ben Gvir sobre o complexo da Mesquita de Al-Aqsa

O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben Gvir, afirmou neste domingo (12) que se sente como o “dono” do complexo da Mesquita de Al-Aqsa, em Jerusalém ocupada. A declaração foi registrada em vídeo e divulgada por seu próprio gabinete. O pronunciamento ocorre poucos dias após a reabertura do local a fiéis palestinos, após mais de um mês de fechamento imposto pelas autoridades israelenses. O complexo é considerado um dos locais mais sagrados do Islã e tem sido alvo recorrente de tensões políticas e militares.


Ben-Gvir
Ben-Gvir

Durante uma incursão ao complexo, localizado na Cidade Velha de Jerusalém — território palestino sob ocupação desde 1967 — o ministro de extrema-direita declarou: “Hoje, sinto-me como o dono aqui”, em gravação feita no local. A declaração foi acompanhada de críticas indiretas ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, a quem Ben Gvir pressiona publicamente por medidas mais agressivas.


Ainda há muito a fazer, muito a melhorar. Continuo pressionando o primeiro-ministro para que faça cada vez mais; precisamos continuar a subir cada vez mais”, afirmou.

O complexo da Mesquita de Al-Aqsa, também conhecido como Haram al-Sharif, é administrado por autoridades islâmicas sob custódia jordaniana, mas permanece sob controle militar israelense desde a ocupação de Jerusalém Oriental, formalizada após a Guerra dos Seis Dias, em 1967. Nas últimas décadas, acordos informais estabeleceram que judeus podem visitar o local, mas não rezar ali — um arranjo cada vez mais desafiado por setores da extrema-direita israelense, incluindo aliados diretos de Ben Gvir.


O fechamento recente do complexo, que durou mais de um mês antes de sua reabertura parcial, foi imposto pelas forças israelenses sob justificativa de segurança, restringindo severamente o acesso de fiéis palestinos durante um período sensível do calendário religioso islâmico. Organizações palestinas e autoridades religiosas denunciaram a medida como uma tentativa deliberada de alterar o status quo histórico do local.


A postura de Ben Gvir busca consolidar controle israelense irrestrito sobre Jerusalém Oriental, em violação a resoluções internacionais, incluindo decisões do Conselho de Segurança da ONU que classificam a ocupação como ilegal. A retórica do ministro também dialoga com setores que defendem abertamente a substituição da administração islâmica do local por controle exclusivo israelense.


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