Irã solicita que Estados-membros da ONU processem EUA e Israel por “agressão brutal”
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O Irã afirma que todos os Estados-membros da ONU devem responsabilizar os Estados Unidos e Israel pela agressão contra o país persa. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmail Baqai, defendeu o uso de mecanismos legais e internacionais para investigar assassinatos direcionados durante essa ofensiva. Em entrevista concedida à agência russa RIA Novosti na quinta-feira, Baqai declarou que as ações atribuídas aos Estados Unidos e Israel constituem “crimes contra a paz e segurança internacionais, crimes de guerra e crimes contra a humanidade”. Ele afirmou ainda que a Convenção de Genebra obriga todos os Estados-membros a respeitar e implementar o direito internacional humanitário. Baqai reforçou que o caso não deve ser tratado apenas pelo Irã, mas como uma responsabilidade da comunidade internacional.

Durante a mesma entrevista, o porta-voz destacou que “todos os Estados-membros da ONU devem responsabilizá-los”, insistindo na necessidade de recorrer a canais jurídicos multilaterais para lidar com os fatos denunciados por Teerã. Ele afirmou que o Irã mobilizará tanto seu sistema jurídico interno quanto o direito internacional para responsabilizar os envolvidos pelo que chamou de “crimes horríveis cometidos contra o povo iraniano”, conforme registrado pela RIA Novosti. O posicionamento ocorre em meio a um ambiente de escalada diplomática e militar que Teerã classifica como ofensiva coordenada contra sua soberania e suas estruturas civis e estratégicas.
Segundo a narrativa apresentada por autoridades iranianas, os Estados Unidos e o regime israelense lançaram uma guerra de agressão contra o Irã em 28 de fevereiro, com ataques a instalações nucleares, escolas, hospitais e infraestrutura civil. Ainda conforme essa versão, durante a ofensiva teriam ocorrido assassinatos de figuras de alto escalão, incluindo o Líder da Revolução Islâmica, aiatolá Seyed Ali Khamenei, além de comandantes militares e centenas de civis, mesmo com negociações em andamento entre Teerã e Washington. O episódio é descrito por autoridades iranianas como uma violação direta de princípios básicos do direito internacional e da soberania estatal.
Em resposta à ofensiva relatada, as Forças Armadas iranianas teriam executado ataques com mísseis e drones contra bases estadunidenses na região e contra alvos em territórios ocupados por Israel, segundo a mesma linha de informação oficial, o que teria pressionado os agressores a solicitar um cessar-fogo de duas semanas. Esse arranjo teria sido acompanhado de uma proposta iraniana de dez pontos para um fim definitivo das hostilidades, enquanto o cenário diplomático seguia instável e condicionado por novas rodadas de negociação.
As tensões se agravaram após o fracasso das negociações de paz entre EUA e Irã realizadas no Paquistão e diante da disputa pelo controle do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio global de energia. Em meio a esse contexto, foi reportado que o Irã teria bloqueado a passagem de embarcações estadunidenses e israelenses na região em resposta a ataques anteriores, enquanto o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou um amplo bloqueio naval aos portos iranianos, afirmando que a Marinha estadunidense “procuraria e interceptaria qualquer embarcação” que tentasse entrar ou sair das áreas costeiras do país persa.
Baqai alertou que a imposição de bloqueio ao Estreito de Ormuz pelos Estados Unidos poderia romper o cessar-fogo vigente entre Irã e Estados Unidos, descrevendo a medida como provocativa e indicativa de escalada militar. Ele afirmou que as Forças Armadas iranianas estariam preparadas para adotar as medidas necessárias diante de qualquer avanço das pressões navais, enquanto o bloqueio foi apresentado como fator de instabilidade direta sobre o arranjo temporário de cessação das hostilidades.



































