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Israel amplia ofensiva no sul do Líbano e deixa 15 mortos apesar de cessar-fogo

O exército israelense realizou ataques aéreos contra localidades do sul do Líbano na madrugada desta quarta-feira, em uma nova acusação de violação do acordo de cessar-fogo em vigor. As operações ocorreram no mesmo período em que o Ministério da Saúde libanês informou 15 mortes registradas nas últimas 24 horas, elevando para 4.319 o total de mortos e para 12.203 o número de feridos desde o início da ofensiva israelense contra o Líbano em 2 de março. As ações militares aumentaram as críticas de autoridades libanesas e iranianas sobre o cumprimento dos compromissos estabelecidos nos acordos diplomáticos.


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De acordo com veículos de imprensa libaneses, os ataques desta quarta-feira atingiram áreas próximas à cidade de Beit Yahoun e a região entre Baraachit e Beit Yahoun, no distrito de Bint Jbeil, no sul do país. As forças israelenses também bombardearam os arredores de Nabatieh al-Fawqa e Mayfadoun, no distrito de Nabatieh, além de lançar sinalizadores próximos à colina Ali al-Taher.


A imprensa local informou ainda que aviões de guerra israelenses realizaram ataques nas proximidades de Nabatieh al-Fawqa. No dia anterior, terça-feira, o exército israelense havia realizado três bombardeios contra a cidade de Deir Siryan, no distrito de Marjeyoun, na província de Nabatieh.


As operações militares ocorreram apesar do cessar-fogo estabelecido no Líbano desde novembro de 2024. Autoridades libanesas afirmam que as violações incluem ataques aéreos realizados por aviões e drones, bombardeios com helicópteros, operações terrestres, disparos de artilharia e demolições em localidades do sul do país.


O governo libanês também apontou que os ataques ocorreram após a assinatura, em 26 de junho, de um acordo-quadro entre Beirute e Israel, realizado sob mediação dos Estados Unidos. O documento prevê uma retirada gradual das forças israelenses de áreas do território libanês, começando por duas zonas-piloto, mas não estabelece um calendário definido para a retirada completa.


O acordo condiciona a retirada à transferência da responsabilidade pela segurança das áreas evacuadas para o exército libanês e relaciona o processo ao desarmamento de grupos armados não estatais, em referência ao Hezbollah.


O presidente do Parlamento do Líbano, Nabih Berri, classificou anteriormente as exigências apresentadas no acordo como um "conjunto de imposições" ao país e rejeitou medidas que, segundo ele, poderiam comprometer a soberania libanesa.


O Irã também denunciou as ações israelenses e afirmou que os Estados Unidos não pressionaram de forma suficiente Israel para interromper os ataques contra o Líbano. A declaração foi feita pelo vice-ministro das Relações Exteriores do Irã para Assuntos Jurídicos e Internacionais, Kazem Qaribabadi.


Em publicação divulgada na quarta-feira, Qaribabadi afirmou que Washington não atuou para garantir o cumprimento do cessar-fogo em todas as frentes, incluindo o território libanês. "Durante as últimas três semanas, os Estados Unidos também violaram repetidamente as cláusulas 1 e 2 do memorando de entendimento de Islamabad, em virtude das ações do regime sionista no Líbano e de suas próprias declarações ameaçadoras dirigidas ao Irã", escreveu o representante iraniano.


O Parlamento iraniano também declarou apoio ao Líbano e à Frente de Resistência. O presidente da instituição, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou que o apoio ao Líbano e à Frente de Resistência representa uma linha vermelha para o Irã.


O Hezbollah informou que acompanha as violações atribuídas a Israel e declarou que mantém o direito de responder diante das ações militares. Em comunicado, o movimento afirmou que "reserva-se o direito de defender sua pátria e seu povo".

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