Israel bombardeou o Líbano quase 3.500 vezes durante o "cessar-fogo"
- www.jornalclandestino.org

- 8 de jun.
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O primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam, afirmou que Israel realizou 3.491 ataques aéreos contra território libanês desde a entrada em vigor do cessar-fogo anunciado pelos Estados Unidos em abril. Segundo o governo libanês, as operações incluíram ainda 407 demolições controladas e seis ações de arrasamento que destruíram aldeias no sul do país. As declarações foram divulgadas nesta segunda-feira (8) após reunião do gabinete libanês.

De acordo com informações publicadas pelo gabinete de Nawaf Salam na plataforma X, os números abrangem o período entre 17 de abril e 7 de junho de 2026. O cessar-fogo mediado pelo governo estadunidense entrou em vigor logo após a meia-noite de 17 de abril, um dia após seu anúncio oficial, enquanto tropas israelenses permaneciam posicionadas em áreas do sul do Líbano.
Segundo o governo libanês, apesar da redução dos ataques contra Beirute e regiões próximas à capital, as operações militares continuaram no sul do país. Salam declarou que Israel executou 3.491 ataques aéreos, promoveu 407 explosões controladas e conduziu seis operações classificadas pelo governo libanês como ações de arrasamento, resultando na destruição de aldeias localizadas na faixa mais ao sul do território nacional.
As informações apresentadas pelo gabinete do primeiro-ministro indicam que parte das localidades atingidas sofreu destruição de residências, estruturas comunitárias e instalações civis. O governo libanês sustenta que as ações ocorreram mesmo após a formalização do cessar-fogo anunciado por Washington.
Durante a reunião ministerial, Salam afirmou que o Estado libanês continua empenhado na manutenção do acordo de cessação das hostilidades. Ao mesmo tempo, relatou que a escalada militar entre Irã e Israel produziu novos deslocamentos populacionais dentro do território libanês, ampliando a pressão sobre a capacidade do país de receber famílias obrigadas a abandonar suas residências.
Segundo dados citados pelo governo, mais de 1 milhão de pessoas já foram deslocadas desde o início das operações militares israelenses em território libanês em 2 de março. O número corresponde a cerca de um quinto da população do país. Os deslocamentos ocorreram em meio a bombardeios e avisos de evacuação emitidos por Israel em diferentes regiões do Líbano.
O conflito atual está inserido em uma dinâmica regional mais ampla envolvendo Israel, Irã, Hezbollah e o governo estadunidense. De acordo com o relato apresentado no texto-base, a etapa mais recente das hostilidades começou quando o Hezbollah lançou foguetes contra Israel em apoio ao Irã, aliado do movimento libanês, após ataques israelenses e estadunidenses contra território iraniano.
O episódio ocorreu após mais de um ano e meio de operações militares israelenses contra o Líbano. Segundo a informação relatada na matéria original, esse período transcorreu sem resposta militar do Hezbollah.
No domingo (7), Israel realizou ataques contra os subúrbios ao sul de Beirute após disparos de foguetes atribuídos ao Hezbollah contra o norte de Israel. Em seguida, o Irã lançou bombardeios contra alvos no norte de Israel. Israel respondeu com ataques dirigidos a diversos pontos do território iraniano, ampliando a dimensão regional das hostilidades.
A ampliação dos confrontos entre Israel e Irã passou a produzir efeitos diretos sobre o Líbano, que já enfrenta deslocamentos populacionais, danos à infraestrutura e operações militares em seu território. Segundo Nawaf Salam, o fluxo de famílias em busca de abrigo aumentou após os acontecimentos mais recentes registrados na região.
Na semana passada, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comentou os acordos de cessar-fogo em vigor no Oriente Médio. Segundo a declaração reproduzida pela reportagem original, Trump afirmou que os cessar-fogos na região envolvem “tiroteios de maneira mais moderada”, em vez de uma interrupção total dos combates.












































