top of page
  • LOGO CLD_00000

Israel busca 'intensificar' a invasão do Líbano apesar dos alertas de 'colapso do exército'

O exército israelense iniciou preparativos para ampliar sua operação terrestre no sul do Líbano enquanto enfrenta escassez de tropas após meses de ofensivas simultâneas em Gaza, Líbano e outras frentes regionais. O alerta foi reforçado pelo chefe do Estado-Maior israelense, Eyal Zamir, que afirmou ao Knesset que as forças armadas de Tel Aviv enfrentam risco de colapso caso não obtenham novos contingentes militares. A escalada ocorre paralelamente ao aumento dos ataques israelenses contra cidades libanesas e ao avanço das operações do Hezbollah contra posições militares israelenses na fronteira.


Soldado Israelense morto em combate contra o Hezbollah. 29 de março de 2026
Soldado Israelense morto em combate contra o Hezbollah. 29 de março de 2026

Segundo reportagem divulgada pelo Canal 12 de Israel em 11 de maio, os preparativos militares acontecem sob a justificativa de supostas “violações do cessar-fogo” por parte do Hezbollah. O canal informou que o exército aguarda autorização da cúpula política israelense para ampliar as operações terrestres no território libanês.


“Estamos nos preparando para a possibilidade de que a cúpula política dê sinal verde para expandir a operação no Líbano e estamos fazendo os preparativos necessários no terreno”, afirmou a emissora israelense.

A reportagem foi divulgada um dia após Eyal Zamir alertar integrantes da Comissão de Relações Exteriores e Defesa do Knesset sobre a crise de efetivo nas forças armadas israelenses. Durante sessão fechada do parlamento israelense, Zamir afirmou que o exército necessita de novos soldados “imediatamente”.


“Não estou preocupado com processos políticos ou legislativos, mas sim focado na guerra em múltiplas frentes e na derrota do inimigo. Para continuar fazendo isso, o exército israelense precisa de mais soldados imediatamente”, declarou.

Zamir afirmou que a pressão sobre os reservistas se tornou insustentável após meses de mobilização militar contínua desde o início do genocídio em Gaza. “O exército de reserva entrará em colapso. Haverá um fardo excessivo sobre os reservistas. Se nada mudar, os reservistas não serão capazes de suportar essa pressão nos próximos anos”, disse.


Em março, o chefe do Estado-Maior já havia emitido outro alerta público sobre o desgaste militar israelense. “Estou levantando 10 bandeiras vermelhas antes que as Forças de ‘Defesa’ de Israel entrem em colapso”, afirmou na ocasião.


A crise de efetivo ocorre em meio ao impasse político interno sobre o recrutamento de judeus ultraortodoxos israelenses, conhecidos como Haredim. Desde o início do genocídio em Gaza, o governo de Benjamin Netanyahu não conseguiu aprovar legislação capaz de resolver a disputa em torno do serviço militar obrigatório para esse setor da sociedade israelense.


Durante décadas, estudantes ultraortodoxos dedicados ao estudo da Torá permaneceram isentos do serviço militar. Em junho de 2024, a Suprema Corte israelense determinou o recrutamento dos Haredim após disputas entre governo, oposição e setores militares sobre a necessidade de ampliar o contingente das forças armadas.


Os partidos ultraortodoxos, que integram a coalizão liderada por Netanyahu, pressionam pela manutenção das isenções. Já partidos da oposição acusam os Haredim de não participarem do esforço militar conduzido pelo Estado israelense desde outubro de 2023.


Enquanto Tel Aviv debate a crise interna de recrutamento, os ataques israelenses contra o sul do Líbano foram ampliados nos últimos dias. Duas pessoas morreram em um ataque aéreo israelense na cidade de Zibdine na segunda-feira. Bombardeios também atingiram outras áreas do sul libanês e a região de Bekaa, no leste do país.


Desde o início da ofensiva terrestre israelense contra o Líbano em março, tropas israelenses ocuparam dezenas de aldeias libanesas próximas da fronteira. O exército israelense estabeleceu uma faixa militarizada denominada “Linha de Defesa Avançada”, reproduzindo no sul do Líbano estruturas de ocupação semelhantes às implantadas na Faixa de Gaza.


Ao longo do chamado cessar-fogo, o Hezbollah concentrou ataques contra tropas israelenses posicionadas nas áreas ocupadas do sul do Líbano. O grupo também realizou lançamentos de foguetes e drones contra posições militares israelenses em resposta aos ataques aéreos israelenses contra cidades e civis libaneses.


As operações do Hezbollah passaram a causar preocupação dentro das forças armadas israelenses, sobretudo pelo uso de drones FPV carregados com explosivos. A Rádio do Exército Israelense informou em 7 de maio que o comando militar ignorou alertas anteriores sobre o impacto desses drones nas operações terrestres.


Segundo a emissora, medidas de proteção começaram a ser implementadas apenas após baixas sofridas pelas tropas israelenses em ataques conduzidos pelo Hezbollah neste ano.


Recentemente, combatentes do Hezbollah atingiram uma bateria do sistema antimíssil Domo de Ferro utilizando um drone FPV explosivo. Após o primeiro ataque, o grupo também atingiu militares israelenses enviados ao local para substituir a equipe original.


A Rádio do Exército Israelense informou nesta segunda-feira que a operação motivou abertura de investigação interna dentro das forças armadas israelenses. A emissora classificou o episódio como uma das operações mais graves enfrentadas pelo exército israelense desde o início dos confrontos no sul do Líbano.


Israel reconheceu oficialmente a morte de 18 soldados no sul do Líbano desde março.

apoie a ampliação do nosso trabalho

Valoriza o que estamos fazendo? Considere apoiar a ampliação do nosso trabalho com uma contribuição.

Frequência

1 vez

Mensal

Anual

Valor

R$ 10

R$ 20

R$ 30

R$ 40

R$ 50

R$ 100

R$ 200

Outro

editora
clandestino

Ao adquirir um de nossos arquivos, você contribui para a expansão de nosso trabalho.

MAIS VENDIDOS

bottom of page