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Israel mata mais 16 pessoas no Líbano

Pelo menos 16 pessoas morreram em 10 de junho em ataques israelenses contra Tiro e localidades vizinhas no sul do Líbano. A ofensiva ocorreu enquanto as Nações Unidas anunciavam o envio de investigadores ao país para apurar possíveis violações do direito internacional cometidas durante as hostilidades em curso. Os bombardeios atingiram áreas residenciais, instalações civis e municípios distribuídos pela região sul libanesa.


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Dados divulgados pela Agência Nacional de Notícias do Líbano (NNA) informam que nove pessoas morreram em um ataque israelense contra a vila de Tayr Debba. Outras três morreram em Deir Qanoun en-Nahr. Um ataque contra a cidade de Tiro deixou pelo menos uma vítima fatal.


Na noite de quarta-feira, aeronaves israelenses bombardearam a vila de Deir ez-Zahrani. Segundo a NNA, o ataque atingiu uma mesquita e uma clínica. Três pessoas morreram na ação.


Durante a operação militar, o exército israelense emitiu novas ordens de deslocamento para moradores de localidades do sul do Líbano. A medida ocorreu em meio à continuidade dos bombardeios e à presença de drones israelenses sobre áreas civis.


Reportando de Tiro para a Al Jazeera, Obaida Hitto afirmou que as condições impostas à população não atendem aos requisitos estabelecidos pelo direito internacional humanitário. Segundo o jornalista, Israel procura apresentar os deslocamentos como evacuações seguras, mas a situação observada no terreno aponta outra realidade.


“A Convenção de Genebra exige que as rotas de evacuação sejam seguras, que as pessoas tenham tempo suficiente e que seja providenciada uma rota de retorno para que a ocupação não continue”, declarou Hitto. “As atividades militares israelenses no sul do Líbano não atendem a esses requisitos”.


Hitto acrescentou que civis que tentem deixar Tiro em direção ao norte permanecem expostos ao risco de ataques. “Se as pessoas tentarem sair de Tiro hoje e seguir para o norte, correm um alto risco de serem alvos de ataques com drones”, afirmou.


Também em 10 de junho, o alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Turk, anunciou que uma missão internacional chegará ao Líbano na semana seguinte para investigar possíveis violações do direito internacional e do direito internacional dos direitos humanos.


“É a primeira vez que enviamos esta missão de avaliação, e a ideia é justamente analisar as violações cometidas por todas as partes - violações do direito internacional, violações do direito internacional dos direitos humanos - e documentá-las para, eventualmente, apresentar um relatório com nossas conclusões”, declarou Turk.

A decisão da ONU ocorre após meses de denúncias registradas pelo governo libanês. Em maio, o primeiro-ministro Nawaf Salam afirmou durante reunião do gabinete que o Estado libanês deveria continuar documentando possíveis crimes e encaminhando os registros às Nações Unidas. A informação foi divulgada pelo ministro da Informação, Paul Morcos.


Segundo Morcos, Salam também informou que havia sido firmado um entendimento para a visita de Volker Turk ao país com o objetivo de acompanhar investigações relacionadas às operações militares em território libanês.


A atual escalada regional passou a envolver diretamente o Líbano em março de 2026. Naquele período, o Hezbollah declarou que seus ataques contra Israel respondiam aos bombardeios israelenses realizados quase diariamente em território libanês e ao martírio de Khamenei.


Na semana anterior, o Hezbollah rejeitou uma proposta de trégua que previa a interrupção completa de seus ataques sem estabelecer a suspensão dos bombardeios israelenses. Após a rejeição, os confrontos continuaram no sul do país.


Combatentes do Hezbollah mantiveram operações contra forças israelenses presentes em território libanês. Em 10 de junho, ataques com foguetes e drones foram registrados contra tropas israelenses que operam no sul do Líbano.


O Ministério da Saúde do Líbano informou que, desde 2 de março, ataques israelenses mataram pelo menos 3.696 pessoas e feriram outras 11.413 em diferentes regiões do país.


Os dados divulgados pelos militares israelenses apontam a morte de 29 soldados e um contratado civil durante operações realizadas no Líbano.


Enquanto os combates prosseguem, Teerã sustenta que qualquer negociação destinada a encerrar a guerra conduzida pelos governos estadunidense e israelense contra o Irã deve incluir o Líbano. As perspectivas de um acordo sofreram novo impacto em 10 de junho após novos confrontos entre forças iranianas e estadunidenses.


Em 9 de junho, a associação de aldeias cristãs localizadas na fronteira sul do Líbano divulgou comunicado solicitando ao governo libanês a abertura imediata de corredores humanitários e médicos para garantir o acesso de moradores, equipes de socorro, profissionais de saúde e trabalhadores humanitários às localidades atingidas e isoladas pelos combates.

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