Israel realiza ataque mais letal da trégua no Líbano, com 14 mortos e 37 feridos
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Pelo menos 14 pessoas morreram em novos ataques aéreos israelenses no sul do Líbano, incluindo duas mulheres e duas crianças, mesmo após a recente prorrogação do cessar-fogo. O Centro de Operações de Emergência do Ministério da Saúde do Líbano confirmou nesta segunda-feira que os bombardeios de domingo deixaram ainda 37 feridos. As ofensivas se concentraram no sul do país e também atingiram áreas ao norte do rio Litani, onde forças israelenses ordenaram a evacuação forçada de sete municípios. Entre os alvos atingidos estão um café na cidade de Kefar Tebnit e dois locais de culto muçulmano em Zautar el Charkiyé, além de ataques em Beit Yahoun e regiões entre Jabal al-Batoum e Sidiqin. A escalada ocorre no contexto do cessar-fogo de 17 de abril mediado pelos Estados Unidos e prorrogado até meados de maio, enquanto o total de vítimas desde 2 de março chega a 2.509 mortos e 7.755 feridos.

Os ataques registrados no domingo foram descritos como o dia mais letal desde a entrada em vigor da trégua de dez dias anunciada em 17 de abril, posteriormente ampliada por mais três semanas sob mediação estadunidense. A continuidade das ofensivas israelenses expõe o colapso prático do cessar-fogo no terreno, apesar de sua manutenção formal nos acordos diplomáticos.
Segundo o Ministério da Saúde libanês, entre as vítimas registradas desde 2 de março, pelo menos 277 são mulheres, 177 são crianças e 100 são profissionais da saúde, evidenciando o impacto direto da campanha militar sobre a população civil e a infraestrutura social do país. Os dados oficiais apontam para um padrão de destruição concentrado em áreas residenciais e civis.
As forças israelenses afirmam que as operações têm como objetivo o Movimento de Resistência Islâmica Libanês (Hezbollah), porém os próprios registros de vítimas indicam que a maioria dos mortos não possui ligação com a organização. A ofensiva inclui também operações de demolição de casas e infraestrutura entre as localidades de Yaroun e Bint Jbeil, ampliando o deslocamento forçado de moradores no sul libanês.
Na cidade de Kefar Tebnit, um dos bombardeios atingiu diretamente um café frequentado por civis, enquanto em Zautar el Charkiyé dois espaços de culto muçulmano foram destruídos antes mesmo da evacuação compulsória anunciada pelas forças israelenses. A ordem de retirada de sete municípios ao norte do rio Litani foi acompanhada por ataques simultâneos, dificultando a fuga da população.
O governo de Israel, sob ordens do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensifica sua campanha militar na região enquanto sustenta publicamente que as ações visam neutralizar capacidades do Hezbollah. Em paralelo, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu ordenou a continuidade dos ataques, aprofundando a ofensiva no território libanês apesar do acordo de cessar-fogo.
O Hezbollah, por sua vez, declarou que manterá operações de retaliação como “resposta legítima” às violações do cessar-fogo, além de rejeitar as negociações entre Beirute e Israel, afirmando que tais iniciativas “legitimam os ataques desse inimigo”. A organização também alerta que a continuidade das violações do acordo será respondida militarmente no terreno.



































