MEC registra 122 mil empréstimos e expõe avanço de biblioteca digital pública em uma semana
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O Ministério da Educação registrou 122 mil empréstimos de livros digitais na primeira semana da plataforma MEC Livros, lançada em 1º de abril de 2026. Segundo dados divulgados pela Agência Gov em 8 de abril, o sistema alcançou 291,6 mil usuários em todo o país. O acervo reúne quase 8 mil obras nacionais e internacionais disponíveis gratuitamente. O acesso ocorre por meio de computador, tablet ou celular, com login integrado ao sistema Gov.br. A iniciativa integra a estratégia do governo federal de ampliar o acesso público à leitura por meio de infraestrutura digital estatal.

De acordo com a Agência Gov, vinculada à Secretaria de Comunicação da Presidência da República, o livro mais acessado na primeira semana foi A Cabeça do Santo, da escritora brasileira Socorro Acioli. A obra, desenvolvida em oficina conduzida pelo autor colombiano Gabriel García Márquez, vencedor do Prêmio Nobel de Literatura em 1982, narra a trajetória de um jovem capaz de ouvir preces dirigidas a Santo Antônio. Entre os títulos mais lidos também aparecem Sem Despedidas e A Vegetariana, da escritora sul-coreana Han Kang, além de Noites Brancas e Crime e Castigo, do autor russo Fiódor Dostoiévski.
Os dados regionais indicam concentração do uso nas principais unidades federativas do país. O estado de São Paulo lidera com 10.045 leitores ativos e 5.366 livros acessados. Na sequência aparecem Minas Gerais, com 4.518 leitores e 2.382 obras, Rio de Janeiro, com 4.485 leitores e 2.434 livros, Ceará, com 3.259 leitores e 1.887 obras, e Bahia, com 3.171 leitores e 1.783 livros, conforme números oficiais divulgados em 8 de abril de 2026.
O funcionamento da plataforma segue modelo de empréstimo digital com prazo definido. Após selecionar a obra desejada no site ou aplicativo, o usuário pode acessar informações detalhadas e acionar a opção de leitura. O período padrão de empréstimo é de 14 dias, com possibilidade de renovação pelo mesmo intervalo ou devolução ao final do prazo. O Ministério da Educação informou que estão em desenvolvimento melhorias que permitirão devolução antecipada a qualquer momento e ativação automática dessa opção quando 90% da leitura for concluída.
A criação do MEC Livros está inserida em uma política pública de digitalização do acesso ao conhecimento, em um cenário global marcado pela crescente concentração de conteúdo em plataformas privadas e comerciais. Segundo o Ministério da Educação, a iniciativa busca democratizar o acesso à leitura, ampliar a formação educacional e difundir o patrimônio literário por meio de tecnologia digital sob controle público.
Para ampliar o acervo, o ministério firmou parceria com a Fundação Biblioteca Nacional e iniciou negociações com instituições como a Academia Brasileira de Letras, Edições Câmara, Instituto Mojo e Companhia Editora de Pernambuco. A proposta é incorporar novas obras ao catálogo, fortalecendo a diversidade literária e cultural disponível na plataforma.
O sistema foi estruturado com critérios voltados à diversidade linguística e cultural, além de funcionalidades tecnológicas que incluem personalização de leitura, notificações automatizadas e integração com serviços digitais do governo federal. A plataforma também incorpora ferramentas de acessibilidade, como ajuste de fonte e contraste, suporte para pessoas com dislexia e compatibilidade com leitores de tela, conforme informado pela Agência Gov em 8 de abril de 2026.



































