Netanyahu visita o sul do Líbano, sai vivo e prometendo ampliar a ofensiva
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O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, visitou neste domingo (12) posições militares no sul do Líbano. A informação foi divulgada por seu próprio gabinete, segundo a agência russa TASS. Durante a visita, o chefe de governo afirmou que a ofensiva contra o Hezbollah será mantida e ampliada. Ele esteve acompanhado por altos comandantes militares e pelo ministro da Segurança israelense.

De acordo com o comunicado oficial, Netanyahu esteve ao lado do ministro Israel Katz, do chefe do Estado-Maior das forças israelenses, tenente-general Eyal Zamir, e do comandante do Comando Norte, major-general Rafi Milo.
Após a inspeção, Netanyahu declarou que as operações não serão interrompidas. “A guerra continua, inclusive dentro da zona de segurança no Líbano, onde estive há pouco”, afirmou. A referência à chamada “zona de segurança” remete a uma política recorrente de ocupação e controle territorial sob justificativa militar, historicamente aplicada por Israel no sul libanês desde o final do século XX.
O primeiro-ministro também tentou justificar a escalada, alegando que os ataques israelenses teriam “frustrado a ameaça de uma invasão a partir do Líbano”. “Estamos afastando o perigo de fogo antitanque e lidando com foguetes de trajetória elevada, mas ainda há trabalho a ser feito. Fizemos um trabalho enorme, alcançamos conquistas tremendas, e há mais a fazer, e estamos fazendo”, declarou.
O objetivo declarado por Israel é estabelecer uma zona-tampão ao sul do rio Litani, no território libanês, com o argumento de proteger assentamentos no norte de Israel frequentemente atingidos por ataques retaliatórios do Hezbollah. Na prática, a iniciativa reforça uma dinâmica de ocupação e projeção de poder militar sobre territórios vizinhos, sustentada por apoio político e estratégico estadunidense, que historicamente garante cobertura diplomática a operações israelenses em organismos internacionais.
A intensificação dos ataques ocorre em paralelo à expansão das tensões regionais envolvendo o Irã, o Hezbollah e outros atores alinhados ao Eixo da Resistência, consolidando um cenário de confrontação aberta que ultrapassa fronteiras nacionais e integra múltiplos teatros de operação militar.



































