Operação Brasil Contra o Crime Organizado apreende mais de 2 toneladas de drogas
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A operação Brasil Contra o Crime Organizado apreendeu 2.192 quilos de drogas entre 11 e 14 de maio em ações coordenadas pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. A ofensiva mobiliza forças estaduais e federais até 8 de agosto em operações terrestres, fluviais e de inteligência realizadas em nove estados brasileiros. Segundo a Secretaria Nacional de Segurança Pública, o impacto econômico calculado contra organizações criminosas supera R$ 110,6 milhões em quatro dias de operações.

Coordenada pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), por meio da Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi) e da Coordenação-Geral de Fronteiras e Amazônia (CGFron), a operação começou em 11 de maio e prevê 90 dias de ações integradas entre estruturas policiais estaduais e federais. O governo federal afirma que a iniciativa integra o programa Brasil Contra o Crime Organizado, apresentado como eixo de articulação entre União e estados para repressão a facções, crimes transfronteiriços e lavagem de dinheiro.
Entre os casos registrados nos primeiros dias da operação, equipes do Departamento de Operações de Fronteira (DOF), em Mato Grosso do Sul, apreenderam mais de duas toneladas de maconha em Sidrolândia. A carga era transportada em uma caminhonete furtada, também recuperada durante a ação. De acordo com a Senasp, o prejuízo financeiro estimado para os grupos envolvidos ultrapassa R$ 4,2 milhões.
As operações ocorreram em Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Mato Grosso do Sul, Pará, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe. As ações incluíram bloqueios em rodovias, patrulhamento ostensivo, fiscalização ambiental e operações em áreas de fronteira consideradas corredores logísticos do narcotráfico e do transporte ilegal de mercadorias.
Segundo os dados divulgados pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, as apreensões envolveram maconha, skunk, crack, cocaína, oxicodona e Ice. Também foram recolhidas seis armas de fogo, 29 munições e veículos utilizados nas operações criminosas investigadas.
No Amazonas, uma operação integrada no Porto de Codajás resultou na apreensão de aproximadamente 30 quilos de skunk e na prisão em flagrante de uma mulher de 26 anos acusada de tráfico de drogas. A apreensão ocorreu em uma região marcada pela circulação fluvial utilizada para transporte de cargas ilícitas na Amazônia, rota monitorada por forças federais e estaduais em operações ligadas ao controle territorial e repressão ao narcotráfico.
Na Bahia, uma operação interestadual voltada ao combate de fraudes eletrônicas e lavagem de capitais cumpriu mandados judiciais e determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 103 milhões em ativos financeiros vinculados a uma organização criminosa. A ofensiva integrou setores de inteligência financeira e estruturas policiais mobilizadas para rastreamento de transferências bancárias e patrimônio associado aos investigados.
As ações também atingiram crimes ambientais em estados do Nordeste. No Ceará e no Rio Grande do Norte, operações ambientais apreenderam aves silvestres mantidas em cativeiro ilegal, fiscalizaram áreas de extração mineral irregular e realizaram ações contra caça ilegal.
Segundo a Senasp, a operação utiliza integração de inteligência, compartilhamento de informações e presença operacional em áreas consideradas estratégicas pelo governo federal. A pasta afirma que o programa busca ampliar mecanismos de coordenação entre forças policiais estaduais e federais em um cenário marcado pelo crescimento de facções ligadas ao tráfico de drogas, circulação de armas e lavagem de dinheiro em regiões de fronteira.
A operação segue até 8 de agosto sob coordenação do Ministério da Justiça e Segurança Pública. A informação foi divulgada pela Agência Gov em comunicado publicado em 14 de maio de 2026 pelo governo federal.



































