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Palestinos marcam o Dia dos Prisioneiros Palestinos com protestos em massa na Cisjordânia

Na Cisjordânia ocupada, ataques de colonos israelenses e ações militares deixaram palestinos feridos em diferentes regiões nesta quinta-feira, 16 de abril de 2026. No mesmo período, forças de ocupação realizaram detenções em Hebron enquanto colonos destruíam terras agrícolas palestinas sob proteção militar. A escalada de violência também se estendeu ao Líbano, onde ataques com drones intensificaram destruição e elevaram o número de mortos para 2.196. Enquanto isso, manifestações massivas marcaram o Dia dos Prisioneiros Palestinos em diversas cidades da Cisjordânia, incluindo Ramallah, Nablus, Belém, Tubas e Qalqilya. As informações foram divulgadas pela agência WAFA, que registrou múltiplos episódios simultâneos de repressão, resistência civil e agravamento da situação humanitária.


Prisioneiros palestinos sequestrados por Israel - Arquivo
Prisioneiros palestinos sequestrados por Israel - Arquivo

Em 16 de abril de 2026, a agência WAFA reportou uma nova onda de violência associada à ocupação israelense na Cisjordânia e em Gaza, com múltiplos episódios envolvendo colonos, forças militares e populações civis palestinas, em um contexto já marcado pela escalada contínua do genocídio em curso desde 7 de outubro de 2023. Em diferentes pontos do território ocupado, dois palestinos ficaram feridos após ataques de colonos israelenses a sudeste de Belém, enquanto outro palestino foi gravemente ferido por disparos das forças de ocupação nas proximidades de Jerusalém, evidenciando a continuidade de operações militares e ataques coordenados contra áreas civis.


No mesmo conjunto de ocorrências, forças de ocupação israelenses detiveram um residente palestino em Hebron, enquanto colonos, sob proteção militar, realizaram atos de vandalização de terras agrícolas pertencentes a comunidades locais, aprofundando o processo de expropriação territorial e destruição de meios de subsistência. A WAFA também registrou a intensificação de ataques com drones israelenses no Líbano, que provocaram múltiplas vítimas e destruição em áreas civis, elevando o total de mortos na ofensiva contínua para 2.196, em meio à expansão regional das operações militares associadas à ocupação e seus aliados.


Em paralelo às ações militares e ataques de colonos, o ministro das Finanças palestino afirmou que as repercussões do genocídio recente afetaram profundamente a economia, em um cenário agravado pelas medidas impostas pela ocupação, que restringem circulação, produção e acesso a recursos essenciais. O mesmo quadro inclui denúncias sobre as condições precárias enfrentadas por trabalhadores palestinos, obrigados a lidar com insegurança estrutural e instabilidade permanente para garantir sua sobrevivência em meio ao colapso econômico imposto pela ocupação.


Enquanto a repressão se intensificava no terreno, palestinos em diversas províncias da Cisjordânia ocuparam as ruas em manifestações massivas pelo Dia dos Prisioneiros Palestinos, celebrado em 17 de abril, com atos registrados em Ramallah, Nablus, Belém, Tubas e Qalqilya. Em Belém, famílias de prisioneiros, estudantes e representantes de facções políticas reuniram-se na Praça da Manjedoura, exibindo fotos de detidos e denunciando violações dentro das prisões israelenses sob ocupação.


Na província de Tubas, um evento central reuniu ativistas, ex-prisioneiros e familiares, organizado pela Sociedade de Prisioneiros Palestinos e pela Comissão de Assuntos de Detidos e Ex-Detidos, além de organizações estudantis e comitês políticos locais, com apresentações teatrais que expuseram relatos de abusos dentro das prisões israelenses. O ato também foi marcado por protestos contra a lei recentemente aprovada pelo Knesset que prevê a aplicação da pena de morte a prisioneiros palestinos.


Em Nablus, no campo de refugiados de Balata, representantes de instituições oficiais e populares, junto a moradores locais, realizaram atividades em solidariedade aos detidos, com exibição de bandeiras palestinas e fotografias de prisioneiros, em uma mobilização que reforçou a exigência de libertação dos encarcerados. Em Ramallah, uma marcha de grande escala partiu da Praça Al-Manara, reunindo famílias de detidos, ex-prisioneiros, membros do Comitê Executivo da OLP, integrantes do Comitê Central do Fatah, sindicatos e organizações populares, que percorreram as ruas principais da cidade carregando imagens de prisioneiros e faixas exigindo a revogação da legislação de pena de morte.


Em Qalqilya, uma manifestação em frente à prefeitura contou com autoridades locais e o ministro do governo local, Dr. Sami Hijjawi, além de representantes de instituições nacionais, com cartazes denunciando as políticas da ocupação e exigindo a libertação dos prisioneiros palestinos mantidos em cadeias israelenses.

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