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Portos do Irã e Ormuz sob alerta de escalada regional

As Forças Armadas iranianas alertaram nesta segunda-feira (13) que qualquer ataque aos portos do país tornará inseguros todos os portos do Golfo Pérsico e do Mar de Omã. O aviso foi feito pelo porta-voz do Quartel-General Central do Khatam al-Anbiya, tenente-coronel Ebrahim Zolfaqari, em meio à escalada de tensões com forças estadunidenses na região. O comunicado afirma que a segurança marítima nesses corredores estratégicos deve ser “coletiva”, válida para todas as partes ou para nenhuma. A declaração também reafirma que a defesa da soberania iraniana em suas águas territoriais é tratada como obrigação “natural e legítima”. O pronunciamento ocorre no mesmo contexto em que o presidente Donald Trump anunciou medidas de bloqueio naval no Estreito de Ormuz.



Tenente-coronel Ebrahim Zolfaghari
Tenente-coronel Ebrahim Zolfaghari

Zolfaqari afirmou que as Forças Armadas iranianas continuarão a garantir a segurança marítima com firmeza e de forma permanente, incluindo a implementação de mecanismos de controle mesmo após o fim da atual crise. Ele declarou que embarcações vinculadas ao “inimigo” não terão direito de passagem pelo Estreito de Ormuz, enquanto outras poderão transitar apenas sob regulamentação militar iraniana. O oficial classificou como ilegais as restrições impostas pelos Estados Unidos ao tráfego marítimo internacional, descrevendo-as como equivalentes a atos de pirataria. Em sua declaração, reforçou ainda que


“se a segurança dos portos da República Islâmica do Irã estiver ameaçada, nenhum porto no Golfo Pérsico ou no Mar de Omã permanecerá seguro”.

No domingo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a Marinha estadunidense implementará um “bloqueio naval” no Estreito de Ormuz, com entrada em vigor prevista para segunda-feira às 10h no horário do leste dos EUA. A medida foi imediatamente rechaçada pelo comandante da Marinha iraniana, que classificou as ameaças como “muito ridículas e risíveis”, acrescentando que as forças iranianas monitoram de perto cada movimentação da frota estadunidense na região.


Desde o início da guerra de agressão entre forças estadunidenses e Israel em 28 de fevereiro, o Irã passou a impor restrições à passagem no Estreito de Ormuz, considerado um dos pontos mais estratégicos do comércio global de energia. Teerã autorizou apenas embarcações de países considerados amigos, ao mesmo tempo em que proibiu navios ligados a Estados classificados como agressores e seus aliados. O parlamento iraniano também aprovou um projeto que estabelece taxas de trânsito em moeda nacional e a proibição explícita da entrada de embarcações estadunidenses e israelenses no estreito.


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