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Projeto de "Arco do Triunfo" de Trump é aprovado por comissão aliada

A Comissão de Belas Artes dos Estados Unidos aprovou o avanço do projeto do presidente Donald Trump para a construção de um arco triunfal de 76 metros no National Mall, em Washington, D.C., uma estrutura que, segundo os planos apresentados, deve se impor sobre o Cemitério Nacional de Arlington e bloquear a vista do Lincoln Memorial. A decisão foi tomada na quarta-feira e reforça a continuidade de uma iniciativa arquitetônica que vem sendo impulsionada pelo governo em meio a disputas políticas e contestação pública. O projeto já havia sido antecipado por nomeações feitas diretamente por Trump para compor a comissão responsável pela avaliação estética de obras federais na capital estadunidense. A proposta ainda não tem data definida para início das obras e enfrenta questionamentos judiciais apresentados por veteranos de guerra.


A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, mostra uma representação do arco triunfal planejado para ser adicionado ao National Mall, em Washington
A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, mostra uma representação do arco triunfal planejado para ser adicionado ao National Mall, em Washington

WASHINGTON — A aprovação da Comissão de Belas Artes (CFA, na sigla em inglês) autoriza o prosseguimento dos planos para a construção do chamado "arco do triunfo", uma estrutura de 250 pés (cerca de 76 metros), concebida para se tornar um dos marcos arquitetônicos centrais do National Mall. O órgão federal, responsável por assessorar o presidente, o Congresso e autoridades locais em projetos urbanísticos e estéticos em Washington, considerou viável o avanço da proposta durante reunião realizada na quarta-feira, conforme divulgado pela NPR.


O projeto prevê a instalação do monumento em área próxima ao Círculo Memorial, em posição elevada em relação ao Cemitério Nacional de Arlington, o que, segundo a documentação apresentada, também obstruiria a linha de visão direta para o Lincoln Memorial. A composição visual divulgada na semana anterior pela Comissão de Belas Artes mostra um arco de inspiração semelhante ao Arco do Triunfo de Paris, porém com dimensões superiores em aproximadamente 30 metros. O topo da estrutura inclui duas águias e uma figura alada coroada, em referência iconográfica próxima à Estátua da Liberdade.


Nos elementos laterais do projeto arquitetônico elaborado pela empresa Harrison Design, aparecem inscrições com as frases “Uma Nação Sob Deus” e “Com Liberdade e Justiça para Todos”, reforçando o caráter simbólico e político atribuído à obra pelo governo. A proposta também estabelece o arco como a maior estrutura do tipo no mundo, superando o Monumento à Revolução, na Cidade do México, com 67 metros, e o Arco do Triunfo de Pyongyang, na Coreia do Norte, com 60 metros.


O arquiteto principal da Harrison Design, Nicolas Charbonneau, declarou à comissão que a altura de 76 metros faz referência ao aniversário de 250 anos da Declaração de Independência dos Estados Unidos, previsto para 2026. Já o secretário do Interior, Doug Burgum, afirmou durante a reunião que o projeto “fortalecerá o vocabulário arquitetônico simbólico da cidade” e atenderá a um “antigo desejo de uma obra monumental na Ilha Columbia”, ao defender a intervenção urbanística na capital estadunidense.

A comissão responsável pela análise do projeto também registrou pedidos de ajustes. Um dos membros, James McCrery II — arquiteto envolvido anteriormente em projetos federais e posteriormente afastado após divergências com Trump — sugeriu que os quatro leões previstos no desenho sejam substituídos por animais nativos da América do Norte, como águias, em uma tentativa de ajustar a simbologia do monumento ao repertório iconográfico local.


A aprovação ocorreu em um contexto em que a composição da Comissão de Belas Artes foi alterada após o presidente demitir todos os membros anteriores em outubro do ano passado e nomear sete novos integrantes alinhados ao governo. Entre os atuais comissários está Chamberlain Harris, de 26 anos, que atuou anteriormente como assistente executivo do presidente e não possui formação em artes ou arquitetura, segundo informações divulgadas.


As imagens do projeto, divulgadas pela Comissão de Belas Artes em 10 de abril de 2026, indicam uma monumentalização ainda maior da paisagem urbana de Washington, com impacto direto sobre áreas de valor histórico e simbólico como o eixo do National Mall. A proposta gerou mais de mil comentários públicos, dos quais quase todos se posicionaram contra o arco e seu tamanho, enquanto apenas uma manifestação apresentou sugestão de alternativa arquitetônica.


Em fevereiro, um grupo de veteranos da Guerra do Vietnã entrou com ação judicial para impedir a construção do monumento, argumentando que o projeto exige aprovação do Congresso. A disputa judicial permanece em aberto enquanto a administração avança com o planejamento técnico e institucional da obra, sem previsão oficial para início da construção.

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