Teerã reforça responsabilidade dos EUA na implementação de acordo de paz
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O ministro das Relações Exteriores do Irã, Seyed Abbas Araghchi, realizou conversas telefônicas com chanceleres da Arábia Saudita, Turquia, Iraque e Egito nesta segunda-feira. Ele informou os quatro países sobre os termos do acordo firmado com os Estados Unidos para encerrar a guerra imposta ao Irã. O processo prevê uma etapa inicial de 60 dias rumo a um entendimento definitivo.

Irã informou que o documento foi acordado com os Estados Unidos como primeiro passo de um processo de negociação destinado a uma paz definitiva, com revisão prevista após 60 dias. Araghchi afirmou que a responsabilidade pela implementação correta das disposições recai sobre os Estados Unidos e vinculou o cumprimento do acordo à cessação completa da agressão do regime sionista contra o Líbano.
Nas mesmas conversas, o chanceler iraniano tratou da necessidade de interromper operações militares em todas as frentes, incluindo o território libanês, e informou que autoridades de ambos os lados declararam o fim imediato e permanente das ações militares. O acordo inclui o Líbano como um dos eixos do cessar-fogo.
Araghchi expressou reconhecimento pelo papel da Arábia Saudita, Turquia, Iraque e Egito no processo diplomático ligado ao fim da guerra imposta pelos Estados Unidos e pelo regime sionista contra o Irã, e afirmou a necessidade de continuidade das consultas entre os países da região.
O entendimento, denominado memorando de entendimento de Islamabad, foi finalizado na noite de domingo e terá assinatura oficial na sexta-feira na Suíça. O texto estabelece uma etapa inicial de sessenta dias para definição de um acordo final, condicionado ao cumprimento dos compromissos atribuídos aos Estados Unidos.
Durante o processo de negociação, ataques atribuídos a Israel contra o Líbano foram mencionados como fator de tensão que afetou o andamento das conversas entre Washington e Teerã. O texto registra que incursões israelenses continuam no sul do Líbano.
O ministro iraniano e seus homólogos também abordaram a necessidade de intensificar coordenação diplomática sobre desenvolvimentos regionais e a ampliação de esforços para estabilização regional.












































